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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Alimentos que contem Magnésio .


Quais são os alimentos ricos em magnésio que ajudam a garantir a nossa necessidade diária do nutriente?

O organismo humano precisa do magnésio por diversos motivos. Sem ele, o corpo não seria capaz de produzir energia, os músculos ficariam se contraindo por todo o sempre e o colesterol sanguíneo não poderia ser controlado.

O mineral ainda mantém e regula a atividade das enzimas, mantém a saúde dos ossos, participa do metabolismo dos carboidratos, ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue, regula a pressão arterial, relaxa os músculos, controla os nervos, auxilia o sistema imunológico e contribui com a produção de proteínas.
Além disso, uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que consumir altas doses do nutriente por dia pode reduzir em 33% o risco de desenvolvimento de diabetes.

Quando uma pessoa não consome as doses de magnésio que seu corpo necessita ela pode sofrer com a deficiência do nutriente. Apesar da condição ser rara, ela pode trazer problemas como fraqueza muscular, apatia, confusão, fadiga, insônia, batimento do coração acelerado, contração muscular contínua, dormência, irritabilidade, falha na memória, delírios, alucinação e formigamento.

Para não sofrer com problemas assim e garantir o bom funcionamento do corpo, o ideal é certificar-se que o mineral esteja presente nas refeições. Por isso, é importante investir em alimentos que contém magnésio, como os que você confere na lista a seguir.




Alimentos Ricos em Magnésio
Veja os alimentos onde você encontra uma maior quantidade do magnásio.

1 – Espinafre
100 g de espinafre cru contêm 79 mg de magnésio.

2 – Sementes de abóbora
Outro dos alimentos ricos em magnésio é a semente de abóbora. Uma porção de aproximadamente 100 g fornece em torno de 541 mg do mineral.

3 – Cavala
O peixe cavala também é fonte da substância: são 97 mg encontrados a cada porção de 100 g.

4 – Grãos de soja
Os grãos de soja também entram na lista dos alimentos ricos em magnésio, com 86 mg presentes a cada 100 g.

5 – Arroz integral
Por sua vez, o arros integral contém 44 mg de magnésio a cada porção de 100 g.

6 – Abacate
Um abacate de 100 g oferece 29 mg de magnésio.

7 – Iogurte natural sem gordura
Sim, aquele potinho de iogurte natural sem gordura que você consome no café da manhã, no lanchinho da tarde ou depois do jantar também é fonte de magnésio. Um copinho de pouco menos de 200 g oferece 38,3 mg da substância.

8 – Banana
100 g de bananas cortadas em fatias oferecem 27,3 mg da substância.

9 – Figo seco
68 mg de magnésio são encontrados em uma porção de 100 g de figo seco.

10 – Chocolate amargo
Sim! É possível saborear a gostosura e ainda abastecer o corpo com magnésio. Afinal, são 327 mg do mineral presentes em 100 g de chocolate amargo.

11 – Couve
A couve também é vista como um dos alimentos ricos em magnésio porque contém 34,7 mg da substância a cada porção de 100 g.

12 – Acelga
Uma porção correspondente a uma xícara de acelga contém 285,7 mg de magnésio.

13 – Amêndoas
Quem consome 100 g de amêndoas ganha também 80 mg de magnésio.

14 – Feijão preto
Uma porção equivalente a ½ xícara de feijões pretos é composta por 60 mg do nutriente.

15 – Salmão
Outro peixe que serve como uma boa fonte de magnésio é o salmão que contém 27 mg da substância a cada 100 g.

16 – Coentro
A erva aromática possui 26 mg de magnésio a cada 100 g.

17 – Castanha de caju
236,6 mg de magnésio estão presentes em 100 g de castanha de caju torrada e salgada.

18 – Alcachofra
Existem 60 mg em cada porção de 100 g de alcachofra.

Quanto de magnésio cada pessoa deve consumir por dia?

Até seis meses de vida: 30 mg;
De 7 a 12 meses: 75 mg;
De 1 a 3 anos: 80 mg
De 9 a 13 anos: 240 mg
De 14 a 18 anos: 410 mg para homens, 360 mg para mulheres, 400 mg para grávidas e 360 mg para mulheres amamentando;
De 19 a 30 anos: 400 mg para homens, 310 mg para mulheres, 350 mg para grávidas e 310 mg para mulheres amamentando;
De 31 a 50 anos: 420 mg para homens, 320 mg para mulheres, 360 mg para grávidas e 320 mg para mulheres amamentando;
A partir de 51 anos: 420 mg para homens e 320 mg para mulheres.

Excesso de magnésio no organismo

Geralmente, o próprio organismo se livra de quantidades extras de magnésio que possam estar ali presentes e não são comuns efeitos colaterais decorrentes do exagero do consumo do nutriente, a não ser que isso ocorra por conta da utilização de suplementos alimentares.

Como manter os nutrientes dos alimentos ao cozinhar

Para aproveitar bem o magnésio, assim como os outros nutrientes disponíveis nos alimentos que você consome, é importante prestar atenção ao modo como elas são preparadas, pois isso pode fazer com que esses nutrientes se percam.
E as táticas para evitar que isso aconteça são: cozinhar no vapor, não fatiar muito, cozinhar com a casca, não cozinhar por muito tempo, utilizar pouca água, preparar tudo no fogo alto, não armazenar os alimentos por muito tempo na geladeira e reutilizar a água usada no cozimento para preparar outro alimento, pois essa água pode reter vitaminas, que em vez de serem perdidas, serão reaproveitadas em outro prato.



Revisão Geral pela Dra. Patrícia Leite - (no G+)
Referências:
http://nutritiondata.self.com/
Nishizawa, Yoshiki, Hirotoshi Morii, and Jean Durlach. “New perspectives in magnesium research.” Springer-Verlag London Limited, 2007.
King, Dana E., et al. “Dietary magnesium and C-reactive protein levels.” Journal of the American College of Nutrition 24.3 (2005): 166-171.
Bohn, Torsten. “Dietary factors influencing magnesium absorption in humans.” Current Nutrition & Food Science 4.1 (2008): 53-72.
Dean, Carolyn. “The Magnesium Miracle (Revised and Updated)“. Random House LLC, 2008.



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Como Meditar

Controle do Corpo
Os sete aspectos do Buda Vairochana sentado formam o alicerce da meditação budista. Segue-se uma discussão a esse respeito

1. A postura de lótus
De maneira geral, a postura de lótus é comprovadamente a melhor para a meditação sentada. O lótus completo é uma postura de pernas cruzadas em que os pés ficam sobre as coxas, logo acima dos joelhos. O meio-lótus é uma postura de pernas cruzadas em que apenas um pé é colocado sobre a coxa, enquanto o outro permanece sob a outra coxa.
Considera-se a postura de lótus completo a melhor para meditação, porque ela é muito eficaz para estabilizar o corpo. Caso seja incômoda, adota-se o meio-lótus e, se tampouco esta se mostrar confortável, pode-se sentar em uma cadeira ou banquinho de meditação. Independentemente da postura escolhida, a coisa mais importante é que a coluna esteja ereta e não apoiada em nada.
Fontes chinesas geralmente reconhecem dois tipos de posição de lótus completo. Em uma delas, o pé esquerdo é colocado sobre a coxa direita e depois o pé direito sobre a coxa oposta, na chamada “postura auspiciosa”, utilizada para alcançar bênçãos. Quando a ordem de colocação dos pés é invertida, a posição é utilizada para dominar Mara (Demônio da morte) e chamada de “postura de dominação de Mara”.

2. Posição das mãos
Depois de se colocar na postura sentada, o praticante deve repousar as mãos confortavelmente no colo, com o dorso de uma sobre a palma da outra. A ponta dos polegares deve se tocar levemente. Esse gesto é ótimo para a circulação de energias do organismo e é chamado Darmadhatu mudra.

3. Posição da coluna
A coluna é o principal centro nervoso do corpo, onde as energias das extremidades se reúnem, e, portanto, é importante que ela fique ereta durante a meditação. Quem tem costas fracas ou não está habituado a sentar-se sem apoio talvez necessite de algum tempo para se acostumar. Para a maioria das pessoas, não haverá maiores dificuldades para sentar corretamente sem necessidade de muita prática. A coluna deve ficar ereta durante a meditação, mas não rígida, tesa ou artificialmente ereta. Acima de tudo, a postura de meditação deve suscitar uma sensação de relaxamento e comodidade. Não leva muito tempo para se aprender a gostar do ato físico de se sentar para meditar.

4. Posição dos ombros e do peito
Os ombros devem ficar confortavelmente abertos, em posição tal que permita o relaxamento do peito e deixe a respiração fluir suavemente.

5. Posição do pescoço e da cabeça
Manter a cabeça e o pescoço eretos. Se a cabeça ficar demasiadamente inclinada para a frente, a circulação no pescoço será prejudicada. Em uma visão lateral, as orelhas devem estar alinhadas diretamente sobre os ombros. Dessa forma, a inspiração poderá fluir suavemente pelo nariz em seu caminho para os pulmões e a circulação por todo o abdome e pela cavidade torácica será excelente. Atenção aos músculos da nuca: se estiverem relaxados e bem alinhados, eles levarão as costas à posição correta com a maior facilidade.

6. Boca
Os maxilares e os lábios devem ficar levemente cerrados. A ponta da língua será mantida suavemente atrás dos dentes superiores.

7. Olhos
Em regra, é melhor que os iniciantes em meditação deixem os olhos ligeiramente abertos e fixem o olhar em um ponto imaginário à sua frente numa distância de no máximo um metro. Assim, evita-se a sonolência.
Essas são as sete posturas básicas para a prática da meditação. A seguir, darei outros oito detalhes que também se mostram importantes para o conforto e a eficácia da postura de meditação.

1. Paz
Arranjar o assento e a sala onde se medita de forma a promover sensação de paz e conforto.

2. Vestimentas
Roupas justas, cintos, relógio, óculos, joias ou qualquer vestimenta que restrinja a circulação devem ser desapertados ou retirados antes da meditação.

3. O assento
Utilizar uma almofada ou colchonete confortável, que não escorregue nem se deforme facilmente, ao se sentar em lótus ou meio-lótus. A boa almofada é larga o suficiente para apoiar pernas e joelhos e tem espessura de cerca de quatro dedos.
Se essa posição não for confortável, recorrer a um banquinho próprio para meditação, ou à borda de uma cadeira ou cama dura. A posição é muito importante na meditação. O corpo e os hábitos das pessoas são tão diferentes que é impossível definir apenas uma ou duas regras para o sentar-se.
Repetindo: conforto e coluna ereta sem apoio são os elementos fundamentais da boa postura para a meditação.

4. Cobrir os joelhos
A circulação se desacelera durante a meditação; portanto, é fundamental manter os joelhos aquecidos. Se o clima estiver frio, os joelhos devem ser cobertos com uma manta ou toalha.

5. Purificar a respiração
Repita o seguinte exercício três vezes: inspire pelo nariz e expire pela boca. Ao expirar, imagine que está eliminando toxinas e impurezas de seu organismo. Tanto a inspiração como a expiração devem ser lentas e conscientes.
Quem ainda não se sentir relaxado após o exercício deve repeti-lo.

6. Achar a posição confortável
Faça algumas torções da coluna para ambos os lados e depois fique imóvel. Caso a postura ainda não esteja confortável, torça novamente e observe. É muito importante manter a imobilidade durante a meditação. Movimentos eventuais são tolerados, mas o meditador precisa se esforçar para ficar totalmente imóvel por longos períodos de tempo.

7. Rosto
Assim como todas as outras partes do corpo, o rosto deve ficar relaxado. Um sorriso muito sutil, desde que natural, é uma boa expressão facial para a meditação. O rosto não deve ficar rígido ou severo.

8. As costas não devem se apoiar em nada
Durante a meditação, as energias do organismo naturalmente começam a se canalizar na coluna e subir por seu interior. Se as costas estiverem apoiadas, esse fluxo natural será bloqueado.
Os três elementos mais fundamentais da postura de meditação são conforto, imobilidade e coluna ereta sem apoio. A meditação deve ser uma experiência agradável; assim, o conforto precisará ser o maior possível. A imobilidade durante a meditação ajuda a canalizar e elevar todas as energias do organismo. A coluna ereta que não se apoia em nada cria um canal para essas energias subirem a centros mais elevados.

O samádi é como a água pura e limpa, pois lava todas as impurezas.
Tratado sobre a Perfeição da Grande Sabedoria

Controle da respiração 
A principal finalidade do controle da respiração é tornar mais calmo e refinado um ritmo irregular ou pesado. Quando o corpo estiver imóvel e a respiração controlada, a mente naturalmente se acalmará.
Falamos de “controle” da respiração, mas é importante lembrar que isso se consegue por meio da observação. Querer forçar a respiração a se tranquilizar só trará problemas. A simples observação da respiração é a melhor forma de desacelerar e acalmar seu ritmo.
As fontes chinesas geralmente reconhecem quatro tipos de respiração.
  1. Respiração com vento: o tipo que produz som nas narinas.
  2. Respiração irregular: é silenciosa mas irregular, com interrupções.
  3. Respiração não refinada: é silenciosa e regular, mas não é refinada. Não é tão confortável quanto a do quarto tipo.
  4. Respiração correta: é silenciosa, regular e refinada, além de ser tranquila e agradável. Esse tipo de respiração infunde grande paz na mente e no coração.
A forma mais rápida de conseguir o quarto tipo de respiração é simplesmente pela observação. Se você tentar forçar determinado tipo de respiração, é quase certo que irá fracassar. A paz criada ao redor do praticante durante a meditação crescerá continuamente com a prática. Com o tempo, será possível alcançar paz e serenidade com facilidade. Quando a respiração e o corpo estão tranquilos, a mente tem, por assim dizer, um lugar de onde pode efetivamente contemplar e compreender a si própria. Quando a respiração e o corpo estão em paz, a mente pode entrar em samádi.
A importância da respiração é evidenciada no seguinte trecho de Seis Maravilhosos Ensinamentos, um prestigiado livro sobre meditação que registra uma palestra proferida pelo grande monge Zhiyi (538-597) no Templo Wa-Guan, localizado onde hoje é a Província Jiangsu. Desconhece-se a data precisa da palestra.
A “maravilhosa porta do acompanhamento” abre caminho para dezesseis darmas (fenômenos) excepcionais. O primeiro deles é observar a inspiração. O segundo é observar a expiração. O terceiro é observar a extensão das inspirações e expirações. O quarto é observar o ar inspirado preencher inteiramente o corpo. O quinto é eliminar todos os movimentos corporais. O sexto é absorver felicidade na mente. O sétimo é absorver alegria na mente. O oitavo é absorver todas as atividades mentais na mente. O nono é criar felicidade na mente. O décimo é unir todas essas atividades na mente. O décimo primeiro é descobrir libertação na mente. O décimo segundo é contemplar a impermanência. O décimo terceiro é contemplar a dispersão de todas as coisas. O décimo quarto é contemplar a ausência de desejo. O décimo quinto é contemplar a extinção. O décimo sexto é contemplar o perfeito desapego.

Controle da mente
A mente sem treino tem vontade própria. Meditadores costumam compará-la a um macaco embriagado que cambaleia a esmo pela floresta, sem compreensão e sem o mínimo autocontrole. Nossa mente parece nos pertencer, mas basta sentar com o objetivo de examinar seu funcionamento mais de perto para percebermos que ela simplesmente não nos obedece.
Shastra Yogacharabhumi descreve nove diferentes níveis de equilíbrio meditativo, ou “permanência mental”. Podemos começar a aprender a controlar a mente estudando esses estágios de equilíbrio e comparando-os com nossa própria meditação.

1. Permanência interiorizada
Esse é o primeiro estágio, em que a atenção é retirada do exterior e completamente interiorizada.

2. Permanência nivelada
No início desse estágio, a mente está interiorizada, mas a atenção caracteriza-se por ser descontinuada e errática. Ora há um tipo de percepção, ora outro e ainda outro.
A forma de trabalhar com esse estado mental é simplesmente deixar que os pensamentos fluam. Acompanhe-os de momento a momento sem se apegar a nenhum deles. Com a prática, esse tipo de consciência descontínua se transformará gradualmente em um estado de tranquila uniformidade, no qual a percepção se apresenta clara e contínua.

3. Permanência serena
Calma e paz maravilhosas são suas características. A chegada desse estágio assemelha-se à chegada do outono em climas temperados: a estação não vem de uma vez só. À medida que vai se acabando o verão e o outono e o inverno se aproximam, a Terra se esfria gradualmente. Um ou dois dias de temperaturas mais baixas serão seguidos por séries de três ou quatro dias de temperatura ainda mais baixa. Mais adiante, haverá frentes frias prolongadas. Enfim, quando o inverno se instalou, os dias quentes terão se transformado em saudade.
Nessa metáfora, o surgir da permanência serena é como a chegada do outono e do inverno. Inicialmente, a pessoa percebe uma leve mudança; depois habitua-se a ela. Quando reconhecer o aparecimento da permanência serena em sua meditação, perceba suas qualidades e valorize seu aprofundamento.

4. Quase permanência
Nesse estágio de sua prática, o meditador vivencia períodos em que nenhum pensamento ilusório é gerado. É o momento em que ele aprende a perceber quando os pensamentos ilusórios estão prestes a surgir, antes mesmo que apareçam. Essa capacidade lhe possibilita proteger sua meditação contra distrações externas e internas.

5. Controle
Nesse estágio, existe uma compreensão profunda dos méritos do samádi e o pleno entendimento de que os Dez Aspectos são as causas de toda ilusão. Os Dez Aspectos são forma, som, cheiro, paladar, toque, ganância, raiva, ignorância, masculinidade e feminilidade. Quem chega a esse ponto conquistou a própria mente e não mais será presa de sua excitabilidade.

6. Grande paz
Esse estágio caracteriza-se por uma calma profunda gerada pela compreensão plena de que a ganância, a raiva e a ignorância constituem a fonte de toda ilusão.

7. Paz suprema
Nesse estágio, pensamentos ilusórios não têm a menor possibilidade de surgir. A mente fica em estado de completa naturalidade e liberdade. O que quer que entre ou saia dela simplesmente entra ou sai, não deixando nenhum resíduo.

8. Concentração
Estágio em que a mente se concentra em um único ponto, descansando em si mesma e completa em si mesma. Nada falta e nenhuma interrupção da consciência pode ocorrer. Algum esforço é necessário para se alcançar este estágio.

9. Equanimidade
Esse estágio só chega depois de longa prática. Nenhum esforço é necessário para alcançá-lo. Nele, a mente entra na plenitude do samádi. A virtude é mantida sem esforço e o mal fica à distância, sem tentar entrar.

Enquanto você observa esses nove estágios, é sempre bom procurar descobrir onde está sua mente. A mente búdica não ocupa um lugar — está além de qualquer localização; portanto, uma vez que as profundezas da sua própria mente são a mente búdica, deduz-se que sua mente, em termos fundamentais, também está além da localização.
Nosso apego ao pensamento ilusório é o que nos prende ao samsara. E é esse mesmo apego que nos impede de alcançar estados profundos de samádi na meditação. A ilusão mais fundamental da mente é sua obstinada necessidade de se aferrar às coisas – ideias, conceitos, desejos, formas, emoções, pessoas etc. A mente é como uma grande mão que sempre quer agarrar tudo o que se aproxima. Os budistas chineses aproveitam essa necessidade da mente para fazê-la se apegar a algo que seja uma ferramenta para sua libertação.
Explicação Graduada sobre a Perfeição na Meditação ensina cinco métodos que utilizam a própria tendência de se aferrar às coisas como ferramenta para nos libertar dela. Esses métodos agem como uma armadilha para o habitual apego da mente, fazendo-a se fixar em algo que a libertará da ilusão.
A palavra chinesa usada para a ideia de apego é zhi, que significa “prender”, “acoplar”, “afivelar”. É o mesmo termo utilizado nas situações em que se pretende denotar o estado de quem está preso ao samsara ou ao próprio carma. No contexto desses cinco métodos, zhi pode ser traduzido como “concentrar”; infelizmente, uma distinção importante seria perdida. Nestes exercícios, tira-se proveito da tendência de fixar-se, que é própria da mente, e que é também a mesma tendência utilizada para formar desejos, medos ou quaisquer outros apegos que nos prendam a este mundo.

1. Fixe a mente na coroa da cabeça
Explicação Graduada sobre a Perfeição da Meditação aconselha-nos a “fixar a mente na coroa da cabeça” como meio de superar a sonolência e o torpor. A mente pode ser preguiçosa em seus apegos. O sono, a confusão e as tumultuadas emoções de tateante ignorância são geralmente tão atraentes para ela quanto as resplandecentes formas e cores dos desejos percebidos com clareza. Elevando os apegos inferiores à coroa da cabeça, avançamos muito rumo à superação daquilo que nos prende à ilusão. Esse mesmo texto adverte que, em alguns casos, o abuso dessa técnica pode causar sensações físicas descritas como “vento no corpo” ou relacionadas à impressão de flutuar. Caso isso aconteça, convém interromper o uso da técnica.

2. Fixe a mente nos pontos onde os cabelos se prendem ao couro cabeludo
Esses são excelentes pontos para a concentração, pois é fácil senti-los. A maioria das pessoas tem bons resultados ao tentar essa técnica. É uma prática que pode levar à compreensão quase visual do esqueleto humano e à percepção do quanto o corpo é efêmero. O abuso dessa técnica pode, em alguns casos, levar os olhos a virar para cima e a se ver nuvens de cores brilhantes ou mosaicos abstratos coloridos. Essas formas podem levar a mente a ver imagens ainda mais confusas e até mesmo provocar desmaios. Por isso, é importante não se exceder na prática desse tipo de meditação.

3. Fixe a mente no interior das narinas
As narinas são portais que permitem a passagem do ar para dentro e para fora do corpo. Se a atenção focalizar seu interior, logo a mente se perde no movimento de entrada e saída do ar. Em pouco tempo, os pensamentos param de surgir. Essa técnica é ótima para ajudar a perceber a impermanência do corpo e de todas as coisas. É também uma das melhores para acalmar a mente e levá-la ao samádi.

4. Fixe a mente no umbigo
O umbigo é o “oceano da respiração”, constituindo uma fonte central de energia vital no corpo humano. Dada sua importância, esse ponto é também chamado de “palácio central” em chinês. Ao fixar a mente no umbigo durante a meditação, fazemos com que sangue e linfa fluam para o centro do corpo. Esse fluxo tem muitas propriedades medicinais e pode curar muitas doenças. Ao utilizar tal técnica, é também possível ter a visão das 36 principais partes do corpo reconhecidas no budismo. As mulheres devem ser cautelosas, evitando recorrer a essa técnica com demasiada frequência, porque ela pode causar excessivo sangramento menstrual.
5. Fixe a mente no solo
Concentrando a mente na área sob a almofada de meditação promovemos grande estabilidade em nossa meditação.

Desses cinco métodos, fixar a mente no interior das narinas, no umbigo e no solo são os que trazem mais estabilidade e, normalmente, os que se mostram mais eficazes. Ao meditar, um princípio geral a ser sempre seguido é: se o praticante sentir que seu corpo ficou extremamente leve e tiver a sensação de estar flutuando, deve baixar o foco de atenção. Caso a sensação seja de estar com o corpo muito pesado, como se estivesse afundando, ele deve elevar o foco da atenção.

Desembaraçar-se do desejo e dos caminhos nocivos exige tanto visão quanto sabedoria.
Desembaraçar-se do mundo e descobrir alegria interior é o início da meditação.
Tratado sobre a Perfeição da Grande Sabedoria

Concluindo a meditação
Tão importante quanto o processo de preparação para a meditação é o processo de saída dela. Se simplesmente pularmos do assento e já começarmos a fazer tudo apressadamente, sem uma transição adequada, podemos perder tudo o que foi ganho durante a meditação e até mesmo vir a adoecer.
Quando entramos em meditação, afastamo-nos do que é grosseiro e agressivo e nos aproximamos do que é refinado e suave. Ao terminar a prática, fazemos o movimento oposto – o calmo e tranquilo mundo da luminosa mente interior precisa gradualmente abrir espaço para as necessidades de movimento físico, para a fala e para os pensamentos que nos acompanham ao longo do dia.
Se nos levantarmos abruptamente após a meditação e nos lançarmos de volta ao ritmo do mundo, poderemos sentir dor de cabeça, desenvolver rigidez nas articulações ou algum outro problema físico. Transições descuidadas da meditação para a consciência comum também chegam a provocar estresse emocional ou irritabilidade. Por isso, ao sair do estado meditativo, é importante atentar para os cinco pontos descritos a seguir:

1. Mude seu foco, trazendo-o para as novas condições
Quando decidir que é o momento de encerrar a meditação, desloque seu foco de atenção do mundo interior para o exterior. À medida que a mente vai voltando a perceber as sensações externas, concentre-se no processo de conclusão da meditação.

2. Expire pela boca algumas vezes
Ao fazer isso, imagine que os últimos venenos presentes no organismo estão sendo expelidos. Sinta que o corpo inteiro participa do ato de respirar.

3. Movimente a parte superior do corpo
Ainda sentado, comece por movimentar delicadamente o tronco para a frente e para trás algumas vezes. Depois, faça torções e movimentos com outras partes do corpo, mas sem forçar. Por fim, massageie suavemente seus ombros, braços, mãos, pescoço e cabeça.

4. Movimente as pernas
Terminada a etapa anterior, comece a movimentar e esticar as pernas devagar, de modo a sentir que elas voltam gradativamente a se mostrar flexíveis e firmes. Atenção: se você fizer a movimentação de modo brusco ou repentino, a sensação será de rigidez e desconforto.

5. Massageie a pele
Massageie suavemente a pele até sentir um agradável formigamento.

6. Massageie os olhos
Quando sentir que o corpo e as mãos já estiverem começando a ficar estimulados de novo, massageie delicadamente os olhos até sentir quer a circulação se normalizou. Quando perceber que os olhos estão confortáveis e prontos, abra-os.

7. Elimine calor
A meditação costuma elevar a temperatura corporal. Tanto assim que há quem transpire durante a prática. Portanto, ao sair da meditação, é importante eliminar o calor ou permitir que ele se estabilize. O corpo pode estar bastante sensível após a meditação. Sensações diferentes devem ser respeitadas e é preciso permitir que o organismo recupere naturalmente sua homeostase.

Ao concluir a prática, é bom refletir sobre a razão pela qual meditamos. A meditação é uma técnica destinada a acalmar nossos pensamentos ilusórios para que a verdadeira sabedoria possa finalmente florescer. À medida que, gradativamente, conseguimos perceber as ilusões da mente, também vai aumentando nossa compreensão da iluminação. Conforme cresce nosso entendimento, intensifica-se nosso desejo pela iluminação. Esse não é um desejo de poder ou de habilidades psíquicas, como os desejos típicos do samsara; mas de aperfeiçoamento da sabedoria e da compaixão. É desejo de levar mais e maiores benefícios para os outros seres sencientes; desejo de se tornar tão benevolente quanto um Buda.
A sabedoria que se desenvolve em nós como resultado da meditação deve ser aplicada à vida no mundo real. Certamente carece de rumo a meditação que não gere uma sabedoria prática e socialmente útil. Huineng, sexto patriarca do Budismo Chan, disse:
O que é a meditação que praticamos sentados? Ela consiste em nos afastar de todas as distrações externas e acalmar a mente. A isso damos o nome de “sentar”. Observar a natureza interior em perfeita calma é o que chamamos de “meditação”.
Huineng também disse:
Afastar-se de todas as formas exteriores é chamado “meditação” (dhyana). Estar perfeitamente interiorizado e sereno é chamado “samádi”.
A meditação não nos leva a um outro mundo, mas revela as mais profundas e assombrosas dimensões do mundo em que já vivemos. Contemplar calmamente tais dimensões, colocando-as a serviço da compaixão e da bondade, constitui a forma correta de rapidamente auferir ganhos na meditação, assim como na vida.

Na meditação, abandonamos os fogos da impureza pelo frescor do claro samádi.
A sensação é a da alegria de cair em água fresca e clara após nos termos queimado ao calor do sol.
Tratado sobre a Perfeição da Grande Sabedoria

Do livro Purificando a Mente – A meditação no Budismo Chinês,
Venerável Mestre Hsing Yün, Editora de Cultura, São Paulo, maio de 2004.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Movimento Pau Brasil

O Movimento Pau-Brasil foi um movimento artístico lançado no Brasil em 1924 por Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral que apresentava uma posição primitivista, buscando uma poesia ingênua, de redescoberta do mundo e do Brasil e que foi inspirada nos movimentos de vanguarda europeus, devido às viagens que Oswald fazia à Europa.


Como se pode observar nos postulados básicos do manifesto, as preocupações principais do movimento eram: expor ao ridículo as posturas solenes, as formas gastas, a escrita empolada, a sujeição aos modelos europeus (explorar assuntos nacionais), abolir a barreira tradicional entre a poesia e prosa, valorizar a invenção e a surpresa.

Esse movimento foi levado ao público com a publicação do livro Pau-brasil escrito por Oswald de Andrade e ilustrado por Tarsila do Amaral (os dois eram casados) e com o Manifesto da Poesia Pau-Brasil.
O movimento exaltava a inovação na poesia, o primitivismo e a era presente, ao mesmo tempo em que repudiava a linguagem retórica na poesia. Convivem dialeticamente o primitivo e o moderno, o nacional e o cosmopolita, sendo ideologicamente a raiz do Movimento Antropofágico.

Estilisticamente, é principalmente representado por Poesia Pau-Brasil de Oswald e pela poesia do francês Blaise Cendrars, ambos com inspiração na estética cubista do texto "A anti-tradição futurista" de Guillaume Apollinaire
A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos. [...]
Contra o gabinetismo, a prática culta da vida. [...]

A língua sem arcaísmo, sem erudição. Natural e neológica. A contribuição milionária de todos os erros. Como falamos. Como somos. (Andrade, Oswald de.Obras Completas. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira/MEC. 1972. v.6 p. 5)

fonte : Recanto das letras / 
wikipedia

Cecília Meireles ( Canção Excêntrica )

CANÇÃO EXCÊNTRICA

Ando à procura de espaço
para o desenho da vida.
Em números me embaraço
e perco sempre a medida.
Se penso encontrar saída,
em vez de abrir um compasso,
protejo-te num abraço
e gero uma despedida.

Se volto sobre o meu passo,
é já distância perdida.

Meu coração, coisa de aço,
começa a achar um cansaço
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
— saudosa do que não faço,
— do que faço, arrependida.

© CECÍLIA MEIRELES
In Vaga Música, 1942



Alberto Caeiro ( Se eu morrer novo)

Se eu morrer novo,
Sem poder publicar livro nenhum,
Sem ver a cara que têm os meus versos em letra impressa
Peço que, se se quiserem ralar por minha causa,
Que não se ralem.
Se assim aconteceu, assim está certo.

Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos,
Eles lá terão a sua beleza, se forem belos.
Mas eles não podem ser belos e ficar por imprimir,
Porque as raízes podem estar debaixo da terra
Mas as flores florescem ao ar livre e à vista.
Tem que ser assim por força. Nada o pode impedir.

Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi coisa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.

Não desejei senão estar ao sol ou à chuva —
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo
(E nunca a outra coisa),
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.

Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão —
Porque não tinha que ser.

Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
Sentir é estar distraído.


© ALBERTO CAEIRO
7-11-1915
In Poemas Inconjuntos. Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa, 1946


Oswald de Andrade ( Balada do Esplanada

Balada do Esplanada

Ontem à noite
Eu procurei
Ver se aprendia
Como é que se fazia
Uma balada
Antes de ir
Pro meu hotel.

É que este
Coração
Já se cansou
De viver só
E quer então
Morar contigo
No Esplanada.

Eu qu'ria
Poder
Encher
Este papel
De versos lindos
É tão distinto
Ser menestrel

No futuro
As gerações
Que passariam
Diriam
É o hotel
Do menestrel

Pra m'inspirar
Abro a janela
Como um jornal
Vou fazer
A balada
Do Esplanada
E ficar sendo
O menestrel
De meu hotel

Mas não há poesia
Num hotel
Mesmo sendo
'Splanada
Ou Grand-Hotel

Há poesia
Na dor
Na flor
No beija-flor
No elevador

Manoel Bandeira ( Vou-me embora pra Pasárgada )

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei



Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive



E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada



Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar



E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.


Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

Álvaro de Campos ( Adiamento )

ADIAMENTO  

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã…

Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,

E assim será possível; mas hoje não…

Não, hoje nada; hoje não posso.

A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,

O sono da minha vida real, intercalado,

Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico…

Esta espécie de alma…

Só depois de amanhã…

Hoje quero preparar-me,

Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte…

Ele é que é decisivo.

Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos…

Amanhã é o dia dos planos.

Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;

Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã…

Tenho vontade de chorar,

Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro…

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.

Só depois de amanhã…

Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.

Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância…

Depois de amanhã serei outro,

A minha vida triunfar-se-á,

Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático

Serão convocadas por um edital…

Mas por um edital de amanhã…

Por hoje qual é o espectáculo que me repetiria a infância?

Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,

Que depois de amanhã é que está bem o espectáculo…

Antes, não…

Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.

Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.

Só depois de amanhã…

Tenho sono como o frio de um cão vadio.

Tenho muito sono.

Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã…

Sim, talvez só depois de amanhã…

O porvir…

Sim, o porvir…

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Testamento - Manuel Bandeira

CORES x NOTAS MUSICAIS

Este assunto é muito interessante e ainda pouco estudado, pois nas pesquisas feitas por mim ficaram lacunas que não pude preenchê-las. Têm-se a música como parte integrante na vida do SER HUMANO, os músicos e técnicos em eletrônica que lidam com programas específicos com: sons, luzes e músicas. Existe a preocupação em conhecer qual vibração carrega uma cor específica, mas as respostas não são convincentes. Se os timbres de cada uma das notas já são conhecidos, também deveriam ser conhecidas as cores destes timbres. Mas, agradecemos pelo que já é do nosso conhecimento e vamos ficar aguardando que pesquisadores aprofundem este saber  e possam vir a alegrar ainda mais nossas vidas e nosso prazer em ouvir composições musicais, aonde integram inspirações de seus compositores, que desde o surgimento da humanidade se preocuparam em passar seus sentimentos à comunidade que viveram.
 Moriel Sophia – Cromoterapeuta
Sinaten – 0880
               As notas musicais são em número de 7, acrescentando-se os sustenidos e bemóis (teclas pretas) de cada uma delas, totalizam 12 notas para cada oitava. No caso do piano existem de7 a 8 oitavas e que significa poder-se ouvir uma mesma nota repetida sete ou oito vezes, mais aguda ou grave dependendo da posição que esta nota se encontrar no teclado. À esquerda temos as notas graves, enquanto à direita as agudas.
               As cores têm uma infinidade de tons e semitons e que podem ser visualizadas pela variação entre as cores primárias (luz), correspondendo ao RGB (Red/Green/Blue, ou seja, Vermelha/Verde/Azul) dos computadores e televisores a cores. Entre duas cores próximas, existe uma infinidade de frequências que caracteriza o “dégradé”. As notas graves apresentam tonalidade escura (com menor valor de luminância) e as mais agudas (de mesmo nome, uma ou mais oitavas abaixo) com tonalidades mais claras.
                Agora, relacionar cores com notas musicais é considerado um tanto complicado, pois a tabela de notas musicais parte de 16hz (hertz) ate 16khz (kilohertz), ou seja, o equivalente a 1000 hertz ou 10^3 (10 elevado à terceira), enquanto se tornou costume trabalhar com o comprimento de onda ao invés da frequência das cores, partindo de 340 nm (nanômetros) até 680nm.
                Para se encontrar a cor correspondente a uma nota musical, basta transpô-la 40 oitavas abaixo. Na verdade, como só enxergamos um intervalo bastante estreito, esse valor poderia estar entre 37 e 43 oitavas, mas 40 oitavas nos dá uma escala relativamente confortável para se trabalhar.
                Encontrei discrepâncias quanto aos hertz, utilizado no cálculo de percepção que o ouvido de um humano adulto percebe, sendo que fora desses limites o ouvido humano não é capaz de perceber a onda como som, produzido pela vibração dos corpos. A literatura disponível aponta entre 16hz e 20.000hz (20kHz) e o espectro sonoro, que corresponde a todos os sons audíveis e não audíveis pelo SER HUMANO se classifica em três faixas de frequências, a saber:
Ultrassons: sons com frequências muito elevadas, superiores a 20.000 Hz, que o ouvido humano não consegue ouvir.
Sons audíveis: também conhecidas como audiofrequências ou frequências audíveis correspondem aos sons compreendidos entre os 16 e 20.000 Hz e possíveis de serem captados pelo ouvido humano.
Infrassons: sons de frequência entre0 a 16 Hz não são escutadas como um único som, mas sim como ruídos separados esão ouvidos a intervalos classificados como ruídos geralmente desagradáveis ao ouvido e que podem provocar náuseas e perturbações intestinais.
                Entretanto, dentro do “espectro eletromagnético” temos o espectro visível de luz (mundo das cores) e que corresponde a somente uma oitava. Assim, esta oitava de luz (cores) tem correspondência com uma oitava das notas musicais.
                Porém, o espaço de correspondência é maior, dado que nos instrumentos musicais de cordas, sem os trastes (violino), são possíveis notas fora da escala temperada, que tem suas notas correspondentes no espectro de cores. Considerando-se que o espectro de cores vai de 3,93×10^14 até 7,86×10^14 (frequência em Hz), temos as notas correspondentes dentro da faixa de áudio que vai de 357,4 Hz à 714,8 Hz.
               Entre 246,94 Hz (Si) e 261,63 Hz () não existe nenhuma outra frequência utilizada musicalmente, se não as comas, que correspondem a um intervalo musical específico. Cores de frequência mais altas entram no domínio do ultravioleta e mais baixas, do infravermelho. Não podemos chamá-las. Não podemos chamá-las de cores, uma vez que não são percebidas (conscientemente) por nossos olhos.
               Os textos apontam como padrão os limites dos comprimentos de onda entre 763nm (vermelho escuro) e 381nm (violeta escuro) e que equivalem às frequências de 393 e 786×10^12 Hz e que não devem ser confundidas com as frequências das notas musicais.
               Partindo da premissa de que os instrumentos musicais ocidentais são afinados pela nota ““, dentro do padrão de 440 Hz e dobrarmos ou dividr suas frequências seguidamente (440 hz, 880 hz, 1760 hz 3520 hz, 7040 hz, ou mesmo 220 Hz), veremos que, ao elevá-lo em 40 oitavas encontraremos e valor de 483,785×10^12Hz, que está dentro da faixa visível. Procurando numa tabela de frequências das cores (abaixo), veremos que se trata de uma cor entre vermelho e laranja.
            E nada impede de se repetir as cores a cada oitava, mantendo o mesmo nome da nota. Quanto à tonalidade, tem-se:
mais escura: quando o valor da luminância é menor e a nota se apresenta mais grave, com o mesmo nome e uma ou mais oitavas abaixo.
mais clara: a nota é mais aguda, dentro das oitavas acima.

DINAMIZAÇÃO NA CROMOTERAPIA

               O conhecimento do hertz da nota musical não é suficiente para o correto cálculo do comprimento de onda (nm), pois os valores apresentados neste trabalho não são conclusivos, mesmo sabendo-se da existência de um aparelho que calcula a vibração da cor em nanômetro, que é o espectrofotômetro. O que nos parece é realmente a falta de pesquisa sobre o assunto. Quem sabe, em breve, alguém possa lançar “luz” sobre o assunto.
               A DINAMIZAÇÃO é uma teoria minha, defendida a muito tempo e posta em prática desde então, através da utilização de filtros compostos por diferentes cores em cada um deles, cujos resultados tem sido comprovado por todos aqueles que os têm utilizado no equilíbrio energético corporal.
               Cada conjunto de cores contido em um “filtro dinamizado” (por conterem várias cores) acaba por se apresentar como uma receita energética, pronta para ser utilizada em desequilíbrios específicos, como acontece no filtro composto pelas coresROSA / DOURADO, que nos auxilia na recuperação de nossa autoestima. É bem diferente quando utilizado em separado os filtros ROSA e o DOURADO, pois os mesmos contêm uma vibração única que o corpo irá se utilizar delas para melhorar o desempenho, mas que ganha em intensidade de ação no conjunto das cores, cujas qualidades lhe estão associadas.
                Aproveitando-me das cores intrínsecas às notas musicais (onde há vibração há cor), é possível verificar-se quão diferente é tocar uma nota singular () de quando se toca um acorde de Dó Maior (por exemplo), composto pelas notas: dó, mi e sol. Dentro do quadro que apresenta a correspondência entre cores e notas, dá para se constatar que este acorde projetará cores no ambiente, tais como: verde-azulado + violeta + vermelho. Não se trata de uma mistura das três cores, mas sim, cada um delas emitidas ao mesmo tempo.
               Portanto, o princípio da dinamização se faz presente na música, da mesma forma quando um “filtro dinamizado” é utilizado, constatando-se a presença de diferentes cores simultaneamente. 

QUADRO COMPARATIVO

(Notas musicais / Frequências / Cores)

               O que é possível observar é que existem cores que abrangem mais de uma nota, sendo que a diferença está na tonalidade. Confesso que não sou bome em cálculo de “hertz“, comprimento de onda ou frequência de cor, mesmo com todas as “dicas” oferecidas pro aqueles que postaram artigos na internet. Não é por entendimento, mas sim pela variação de resultados, coincidentes em parte e inconclusos em outros.
               O indiscutível é a taxa de variação em hertz da nota musical, não colaborada pelos demais cálculos: comprimento de onda, frequência de cor e da classificação das cores. Embora sem confirmação, acredito que a repetição de cores ocorre dentro da seguinte sequência: escura, pura, clara ou combinada.
               O conhecimento do hertz da nota musical não é suficiente para o correto cálculo do comprimento de onda (nm), pois os valores apresentados neste trabalho não são conclusivos, mesmo sabendo-se da existência de um aparelho que calcula a vibração da cor em nanômetro, que é o espectrofotômetro. O que nos parece é realmente a falta de pesquisa sobre o assunto. Quem sabe, em breve, alguém possa lançar “luz” sobre o assunto.
NOTAMUSICAL
HERTZ DA NOTA(Hz)
COMPRIMENTO DE ONDA (nm)
FREQUÊNCIA DA COR (Hz) (x10^12)
COR

349,2
781
357
INFRAVERMELHO
FÁ#/SOLb
370,0
737
407
VERMELHAEscuro
SOL
392,0
696
431
VERMELHA
SOL#/LÁb
415,3
657
457
VERMELHA
440,0
620
484
LARANJA Escuro
LÁ#/SIb
466,2
585
513
AMARELA


570

AMARELA Pura
SI
493,9
552
543
VERDE


500

VERDE Puro
523,3
521
575
VERDE Azulado


470

AZUL Puro
DÓ#/RÉb
554,4
492
610
AZUL
587,3
464
646
ÍNDIGO
RÉ#/MIb
622,3
438
684
VIOLETA
MI
659,3
414
725
VIOLETA Puro
698,5
390
768
VIOLETA

740,0
382
784
ULTRAVIOLETA
Taxa de Variação (Hz): 1,0594631 

LEMBRETES


Este artigo é da inteira responsabilidade de: Moriel Sophia – Cromoterapeuta – Sinaten 0880. A Cromoterapia auxilia o tratamento, mas não dispensa o “médico” e a presente sugestão somente deverá ser utilizada por aquele previamente diagnosticado por um profissional da saúde. Estas informações são de caráter educativo e é permitida a total reprodução. As fontes utilizadas na redação deste artigo originaram-se da Internet e foram suprimidas intencionalmente com o propósito de que o presente artigo não seja utilizado com outro objetivo a não ser o acima citado.