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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Quem tem ...



" Quem tem sensibilidade impregnada na alma sente além dos sentidos,vê além da linha do horizonte, voa além das próprias asas.
Quem tem sensibilidade na alma, tem o coração iluminado pelo sol,
encharcado pela chuva, perfumado pelas flores, guiado pelas estrelas.

Quem tem sensibilidade na alma suspira diante de pequenezas, transborda diante de gentilezas, floresce com gestos de delicadeza.

Quem tem sensibilidade na alma faz das dores melodias, das alegrias mar sereno pra nadar.

Quem tem sensibilidade na alma tem uma flor encantada bordada do lado de dentro do peito que exala perfume por onde passa...

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Mandala

Mandala significa círculo em palavra sânscrito. Mandala também possui outros significados, como círculo mágico ou concentração de energia, e universalmente a mandala é o símbolo da integração e da harmonia.


 A mandala é uma espécie de yantra (instrumento, meio, emblema) que em diversas línguas da península indostânica significa círculo. Em rigor, mandalas são diagramas geométricos rituais: alguns deles correspondem concretamente a determinado atributo divino e outros são a manifestação de certa forma de encantamento (mantra).



A sua antiguidade remonta pelo menos ao século VIII a.C. e são usadas como instrumentos de concentração e para atingir estados superiores de meditação (sobretudo no Tibete e no budismo japonês).

Durante muito tempo, a mandala foi usada como expressão artística e religiosa, através de pinturas rupestres, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas thangkas tibetanas, nos rituais de cura e arte indígenas e na arte sacra de vários séculos.

No budismo, a mandala é um tipo de diagrama que simboliza uma mansão sagrada, o palácio de uma divindade.

Geralmente, as mandalas são pintadas como thangkas e representadas em madeira ou metal ou construídas com areia colorida sobre uma plataforma. Quando a mandala é feita com areia, logo após algumas cerimônias, a areia é jogada em um rio, para que as bênçãos se espalhem.

Carl Jung descreve as mandalas como quadros representativos ideais ou personificações ideais que se manifestam na psicoterapia, interpretando-as como símbolos da personalidade no processo da individualização.

Muitas pessoas fazem tatuagens de mandalas, sendo que diferentes mandalas têm diferentes padrões visuais que despertam sensações diferentes.
Círculo: Está sempre presente nas mandalas, pois é ele que cria o campo de vibração existente em todas elas. Indo mais além, dá pra se dizer que ele é responsável por criar uma camada de proteção que separa o sagrado do profano, transmitindo a energia hipnotizante para nossos olhos. Além disso, uma mandala pode ser formada por inúmeros círculos. Ele é o símbolo do céu.


Triângulo:  Também bastante comum nas mandalas, está relacionado ao número três e seus derivados. É um símbolo sagrado, pois representa o homem e sua busca espiritual, a concretização com Deus. É interessante que o triângulo esteja sempre com um de seus vértices para cima, apontando para o alto, mostrando a aspiração de busca espiritual.

Quadrado: Indica a vibração do número quatro, que simboliza a matéria, o mundo das ações e realizações físicas, em um plano puramente terrestre. Não há muita espiritualidade no quadrado, mas seu poder está na realização no plano material, pois tem uma boa estrutura alicerçada no O Pentágono e o Pentagrama. São vibrações do número cinco, sempre leves e renovadoras. O pentágono lembra o quinto elemento, o éter. Já o pentagrama ou estrela de cinco pontas tem uma forte ligação simbólica com a magia e alquimia, emanando vibrações de liberdade de ação e pensamento.


Hexágono e Estrela de Seis Pontas: São formas da dupla aspiração espiritual humana, pois o seis é o dobro do três, que simboliza a busca espiritual. O hexágono simboliza a busca, principalmente no ambiente familiar, com seus apegos e desapegos. A estrela de seis pontas ou Estrela de Davi representa a fé aplicada à vida material e a fé transformada numa ligação real com o divino, chamada religação.


Energia : Ter consciência da energia circular, é perceber que temos força de movimento para que tudo aconteça, no final de contas, somos energia que vibra chamada de átomos.

São os nossos pensamentos e acções que nos levam à realidade que vivemos onde pode depender a nossa felicidade. Atraímos tudo o que somos e tudo o que temos e por este motivo devemos dar a tenção à nossa consciência para perceber o que nos rodeia.

Benefícios: Desenhar uma Mandala é um óptimo exercício de introspecção e meditação com efeito terapêutico, ajudando a obter auto disciplina, auto estima, auto afirmação, paz interior, criatividade, sensibilidade musical e libertação de stress emocional.

Geometria: Os círculos são universalmente associados à meditação, a cura e o sagrado, que funcionam como chaves para os mistérios de nosso interior e que, quando utilizados com este objectivo, remetem ao encontro com os mistérios de nossa alma. 

Ter uma Mandala em casa ou aprender a desenhar e pintar pode fazer a diferença!


As Quatro Forças da Natureza

O funcionamento harmonioso do universo pode ser explicado através de quatro tipos de forças. Convivemos rotineiramente com pelo menos duas delas, mas dificilmente questionamos sua existência.


O simples fato de podermos fazer uma caminhada está relacionado a uma força: a da gravidade
Sem ela, flutuaríamos sem condições de tocarmos compassadamente o solo com nossos pés. É a força gravitacional que determina nosso peso, que orienta o curso dos rios e a forma como as plantas crescem. Ë a força que mantém os planetas em suas órbitas e que possibilita a formação de estrelas através da condensação de poeira cósmica.




O segundo tipo de força é a eletromagnética
É ela que rege o comportamento entre as cargas elétricas, determinando a força atrativa entre cargas de sinais contrários e a força repulsiva entre cargas de mesmo sinal. Também é a força responsável pela atração e repulsão entre pólos magnéticos. Mas não é só isso. A força eletromagnética é a responsável pela geração da luz, que é uma onda eletromagnética, assim como as demais formas de radiação eletromagnética como os raios X e raios gama. É também graças à força eletromagnética que a matéria, de uma maneira geral, parece ser tão compacta. Na realidade, as distâncias relativas entre as partículas que compõem a matéria são tão grandes, que se não fosse a força eletromagnética, poderíamos atravessar sem dificuldades uma grossa parede de concreto.





O terceiro tipo de força é chamado força nuclear forte
É uma força de curto alcance que mantém coesos os prótons em um núcleo de átomo. Caso ela não existisse, não seria possível a existência da matéria como a conhecemos. Isto porque a força eletromagnética promoveria a dispersão dos prótons do núcleo e jamais teríamos os agrupamentos de prótons, elétrons e nêutrons que caracterizam os diferentes tipos de elementos químicos. 

O equilíbrio entre a força nuclear forte e a eletromagnética nos núcleos de átomos, pode ser rompido, favorecendo esta última, de maneira a provocar a desintegração do núcleo. Isto pode ser conseguido bombardeando com um nêutron um núcleo de um átomo de elevado número atômico. Com o choque, as partículas do átomo sofrem um deslocamento momentâneo. Com isto, a força nuclear forte, que é de curto alcance, pode tornar-se inferior à eletromagnética, de longo alcance, prevalecendo então a força repulsiva elétrica entre os prótons. O núcleo então se desintegra, liberando energia e bombardeando com seus nêutrons os átomos vizinhos que por sua vez também explodirão e bombardearão outros núcleos, numa reação em cadeia, conhecida como fissão nuclear.



A força nuclear forte age também em níveis menores em partículas chamadas de quarks. Os quarks são chamados de “os tijolos da matéria”, pois são as menores partículas que compõem a matéria.


Finalmente o quarto tipo é chamado de força nuclear fraca. É a força responsável pela radioatividade, que é uma propriedade de alguns tipos de núcleos de emitirem partículas ou radiação eletromagnética.


O sonho de todo físico é elaborar uma teoria única que englobe os quatro tipos de força. 
Já se conseguiu uma teoria bem sucedida que unifica a força eletromagnética, a força nuclear fraca e a força nuclear forte. 
Esta teoria é conhecida como Modelo Padrão. Entretanto, não se trata de uma teoria que agrade aos físicos teóricos, por se tratar de uma verdadeira colcha de retalhos. Ou seja, é um aglomerado de fórmulas e constantes que apesar de predizerem com precisão o comportamento das partículas nos grandes aceleradores, ainda está longe do sonho da unificação, principalmente, por não contemplar a força da gravidade. 

Esta última é a mais rebelde de todas as forças, pois até hoje não se conseguiu elaborar uma teoria quântica bem sucedida para explicá-la.
Espera-se que futuramente todas as quatro forças possam ser unificadas em uma única teoria. Esta seria a chamada Teoria Geral da Unificação, ou das iniciais em inglês, GUT. 
Trabalho garantido para as próximas gerações de físicos. 
Quem sabe se não há ainda um quinto tipo de força, talvez relacionado aos fenômenos paranormais?

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Napoleão perde a batalha de Waterloo (1815)

Em 18 de junho de 1815, Napoleão Bonaparte perdeu a batalha de Waterloo contra a Inglaterra e a Prússia. As potências europeias encerraram o império de Napoleão 1º e o deportaram para Santa Helena.


Napoleão 1º dominou a política europeia de 1799 a 1815



Napoleão 1º deixou o seu exílio na ilha de Elba, em 26 de fevereiro de 1815, para retornar à pátria, no sul da França. Em 20 de março, ele foi recebido com triunfo em Paris. Pouco tempo depois, a Inglaterra, Prússia, Áustria e Rússia decidiram recomeçar a guerra contra Napoleão. O imperador francês aproveitou o entusiasmo na França para organizar um novo exército e, em seguida, marchou com 125 mil homens e 25 mil cavalos para a Bélgica, a fim de impedir a coalizão dos exércitos inglês e prussiano.
Em 26 de junho de 1815, as tropas francesas alcançaram Charleroi. Atrás da cidade, numa encruzilhada, o exército de Napoleão dividiu-se em duas colunas: uma marchou em direção a Bruxelas contra as tropas de Wellington, e outra, sob o comando do próprio Napoleão, em direção a Fleuru, contra o exército prussiano de Blücher.
No cerco das linhas inimigas, Blücher aquartelou-se no moinho de vento de Brye, sem saber que, igualmente a partir de um moinho, Napoleão podia observar, com telescópio, o movimento das tropas inimigas. Às 15 horas do mesmo dia, os franceses começaram a atacar.

Prússia perde batalha de Ligny
O exército da Prússia dispunha de mais de 84 mil homens e 216 canhões, enquanto os franceses tinham 67.800 homens e 164 canhões. Mas os prussianos cometeram um erro grave. Eles confiaram na chegada do exército de Wellington, na parte da tarde, a fim de apoiá-los no combate contra os franceses. Por isso, se entrincheiraram no lugarejo de Ligny para aguardar a chegada dos ingleses.
Os franceses atacaram o lugar com canhões. A esperança que os prussianos depositaram em Wellington foi em vão. Os franceses ganharam a batalha. Na mesma noite, Blücher ordenou a retirada para o norte. Os prussianos foram vencidos, deixando 20 mil mortos para trás, mas ainda não haviam sido derrotados definitivamente.
Chuvas retardam batalha de Waterloo
Wellington e sua tropa alcançaram o planalto de Mont Saint Jean, situado na estrada de Bruxelas para Charleroi, em 17 de junho de 1815. Até então, ele ainda não tinha se confrontado com as tropas francesas, porque Napoleão não havia feito novos ataques, depois da vitória de Ligny. Wellington se aquartelou na cavalariça de Waterloo. As fortes chuvas que haviam começado cair à tarde transformaram rapidamente o solo num charco, dificultando o movimento e o posicionamento dos canhões.


Blücher, general da Prússia
Ao cair da tarde, os soldados franceses também alcançaram a fazenda Belle Alliance, na estrada de Bruxelas para Charleroi. Napoleão se aquartelou na fazenda La Caillou e passou a observar como os ingleses se entrincheiravam no planalto. No café da manhã seguinte (18 de junho de 1815), o imperador francês expôs o seu plano de batalha. Ele queria primeiro conquistar a posição ocupada pelos ingleses. Os canhões deveriam atacar o inimigo com fogo cerrado. Napoleão estava seguro da vitória e que derrotaria as tropas de Wellington antes da chegada dos prussianos.
Primeiras armas de destruição em massa
O ataque estava previsto para as nove da manhã, mas sofreu um atraso de duas horas e meia por causa do aguaceiro. Primeiro, os franceses tentaram conquistar o morgadio Hougoumont, mas os ingleses estavam bem posicionados e usaram uma arma nova poderosa contra as fileiras compactas das tropas atacantes.
A arma eram granadas, espécie de balas de chumbo dentro de um invólucro de aço, que podiam ser disparadas a longas distâncias. Os franceses tentaram várias vezes, em vão, tomar Hougoumont, até desistirem às 17 horas. Diante dos muros de Hougoumont ficaram mais de 3 mil mortos.
Enquanto isso, Napoleão dava a ordem de avançar sobre La Haie Sainte, para poder atacar os ingleses entrincheirados no planalto. Neste momento, ele já sabia que os prussianos se aproximavam. E a partir daí, a saída para Waterloo era uma questão de tempo. A nova arma de destruição em massa causou baixas terríveis no ataque a La Haie Sainte, mas os franceses conseguiram conquistar a fazenda. O front de Wellington cambaleou. Seus generais exigiram que ele enviasse suas reservas, mas ele não as tinha mais.
Chegada das tropas prussianas
O comando avançado prussiano chegou, finalmente, ao campo de batalha depois das 19 horas. Para Napoleão, era evidente que tinha de tomar uma decisão e ordenou a sua combativa Guarda Imperial a atacar. A nova arma de destruição em massa atingiu os franceses em cheio. Para piorar a situação das tropas napoleônicas, as prussianas chegaram pouco depois das 20 horas.
O exército francês ainda tentou fugir, mas a batalha de Waterloo estava decidida. Às 21h30, o prussiano Blücher abraçou o inglês Wellington diante da fazenda Belle Alliance, selando a vitória.

Fonte :Toda materia / Info escola

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Cultura Erudita

O significado de cultura erudita está no conjunto de práticas e produtos culturais que são resultado de estudos e aplicações acadêmicas.

Resumo

A cultura erudita está à disposição da elite social. É observada nas artes plásticas, na música e na literatura.
O acesso à cultura erudita é facilitado para a aristocracia sob o argumento de ser produto de intensa investigação. A aplicação acadêmica também é usada como elemento de defesa do acesso restrito.
Diante desses fatores, é agregado valor monetário aos bens culturais e quem tem menor poder aquisitivo é excluído de sua contemplação.

Exemplos

Concertos musicais produzidos por grandes orquestras, peças de teatro de difícil acesso popular, obras de artes de artistas renomados, como Leonardo da Vinci e Pablo Picasso, estão entre os exemplos.

Música Erudita

A música clássica, por sua complexidade de elaboração, está entre os principais exemplos de cultura erudita.
Entre os nomes notórios da música clássica estão Beethoven, Brahms e Mozart. No Brasil, o nome de maior destaque é o maestro Heitor Villa Lobos, autor da peça "O Guarani".

Conjuração Baiana

A Conjuração Baiana foi uma rebelião popular que ocorreu na Bahia, no dia 25 de agosto de 1798, que pretendia libertar o Brasil de Portugal e atender as reivindicações das camadas pobres da população. Também conhecida como Revolta dos Alfaiates, a agitação popular era composta, em sua maioria, por escravos, negros livres, mulatos, brancos pobres e mestiços que exerciam as mais diferentes profissões, como alfaiates, sapateiros, pedreiros, entre outras.
Repercutia na Bahia o movimento chefiado pelo bravo negro Toussaint Louverture, no Haiti, contra os colonizadores franceses - o primeiro grande levante de escravos bem sucedidos na história. Aquelas mesmas ideias de república, liberdade e igualdade pregadas na Revolução Francesa e na Conjuração Mineira agitavam agora a Bahia.
A população da cidade de Salvador, antiga capital do Brasil, vivendo em situação de penúria, depois que a capital do Brasil colônia foi transferida para o Rio de Janeiro (1763), pregava a necessidade de se fundar no Brasil uma "República Democrática" e uma sociedade onde não houvesse diferenças sociais, onde todos fossem iguais, e onde houvesse "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".

Líderes da Conjuração Baiana
A Conjuração Baiana teve como principais líderes os alfaiates João de Deus e Faustino dos Santos Lira, os soldados Luís Gonzaga das Virgens e Lucas Dantas, homens pobres, de cor e sem prestígio social, que estavam ligados aos movimentos da maçonaria.
As ideias políticas da "Revolução Francesa" continuavam a chegar ao Brasil, inclusive por intermédio da maçonaria. A primeira loja maçônica, Cavaleiros da Luz, criada na Bahia, contava com a participação de intelectuais, como José da Silva Lisboa, futuro visconde de Cairu, o cirurgião Cipriano Barata, o farmacêutico João Ladislau de Figueiredo, o padre Francisco Gomes, o "médico dos pobres" Cipriano Barata, o professor de latim Francisco Barreto e o tenente Hermógenes Pantoja, que se reuniam para ler Voltaire, traduzir Rousseau e organizar a conspiração.
No dia 12 de agosto de 1798, surgiram nos pontos de maior movimento de Salvador, vários papéis manuscritos, pregados nos muros, chamando a população à luta e proclamando ideias de liberdade, igualdade, fraternidade e República, utilizando palavras como: "Animai-vos povo baiense que está para chegar o tempo feliz da nossa Liberdade: o tempo em que todos seremos irmãos, o tempo em que todos seremos iguais".
A Prisão dos Rebeldes

O governador da Bahia, D. Fernando José de Portugal e Castro, soube através de uma denúncia feita por Carlos Baltasar da Silveira, que os conspiradores iriam se reunir no Campo de Dique, no dia 25 de agosto.

O clima de agitação se espalhava, a forca, um dos mais importantes símbolos do poder português, foi incendiada. Todos os padres que pregavam contra a revolução eram ameaçados de morte.

A ação do governo foi rápida, o coronel Teotônio de Souza foi encarregado de surpreendê-los em flagrante. Com a aproximação das tropas do governo, muitas pessoas conseguiram fugir. Reprimida a rebelião, as prisões sucederam-se e o movimento foi desarticulado.

Foram presos 49 pessoas, três eram mulheres, nove eram escravos, a grande maioria eram alfaiates, barbeiros, soldados, bordadores e pequenos comerciantes.

Os principais envolvidos foram levados a julgamento. Um ano e dois meses depois, eram condenados à morte por enforcamento e depois esquartejados: Luís Gonzaga das Virgens, Lucas Dantas, João de Deus e Manuel Faustino dos Santos Lira e intelectuais como Cipriano Barata que foram absolvidos.

Os corpos esquartejados foram expostos em diversos locais da cidade de Salvador.

fonte :Toda matéria

Maurício de Nassau

Maurício de Nassau foi um holandês de origem alemã, considerado pelos historiadores como sendo "um homem simpático e tolerante", além de administrador talentoso. Por conseguinte, Johann Mauritius (João Maurício) Van Nassau-Siegen, nasceu no Castelo de Dillemburg, na Alemanha, em 17 de junho de 1604, numa tradicional família da nobreza, a casa de Nassau, sendo filho primogênito do segundo casamento do conde João VII de Nassau.
Sua educação formal começou na Universidade da Basileia, a partir dos 10 anos de idade; em 1616 entrou no Collegium Mauritianum. Casou-se com Margarida de Holstein, princesa de Holstein-Sonderburg e ingressou na carreira militar a serviço dos Países Baixos em 1621, durante a "Guerra dos Trinta Anos", contra a Espanha, na qual se destacou e ganhou fama. Em 1626 foi promovido a Capitão e, em 1629 a Coronel.
Mais tarde, em 1632, Nassau muda-se para Haia, onde inicia a construção da luxuosa Mauritshuis, hoje um ponto turístico da cidade holandesa e projeto do famoso arquiteto Jacob Van Campen. Porém, esta obra veio a afetar os recursos financeiros de Nassau, que, por esse motivo, aceita o convite da "Companhia Holandesa das Índias Ocidentais" para administrar a colônia holandesa no Brasil em 1636-1637, com o título de governador e comandante-chefe, além de uma excelente remuneração.
Regressa aos Países Baixos em 1644, sendo elevado a General de Cavalaria e nomeadoComandante da Guarnição de Wesel. Exerceu também o cargo de Governador de Cleves em 1647 e, em 1652, foi nomeado Comandante da Ordem de Malta para o norte da Alemanha. Governador de Utrecht em 1674, quando é condecorado com o título dePríncipe do Império Germânico. Falece no dia 20 de dezembro de 1679 em Kleve, na Alemanha.

Maurício de Nassau no Brasil

Maurício de Nassau desembarca em Recife no ano de 1637, governando a colônia por sete anos, num mandato de cinco anos e prolongável. Assim que chegou ao Brasil, organizou os expedientes militarmente a fim de expulsar os luso-espano-brasileiros para além do São Francisco, o que logrou feito em pouco.
Regressou ao Recife no início do Inverno deste mesmo ano, quando passou a dedicar-se ao restabelecimento da administração civil e militar da colônia, restabelecendo a produção da capitania por meio da oferta de empréstimos para recuperação dosengenhos de açúcar.
Sem espanto, Nassau desenvolveu a economia açucareira no Nordeste com métodos aperfeiçoados de cultivo da cana-de-açúcar e do fumo. No Recife, foi responsável pela drenagem de terrenos, construção de canais, diques, pontes, palácios (Palácio de Friburgo e Palácio da Boa Vista), jardins (botânico e zoológico), o museu natural, o observatório astronômico. Também ganha créditos por ordenar serviços públicos de primeira ordem como o corpo de bombeiros e a coleta de lixo.
Porém, em 30 de setembro de 1643, Maurício de Nassau recebe a "Carta de dispensa dos Estados Gerais" e parte numa esquadra de treze naus com uma carga avaliada em 2,6 milhões de florins, levando para seu palácio de Haia, objetos e pinturas que adornavam seu palácio no Brasil e a promessa de cargos importantes na Europa.

Fonte : Infoescola

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial, ocorrida entre 1939 e 1945, é assim chamada por ter se tratado de um conflito que extrapolou o espaço da Europa, continente dos principais países envolvidos. Além do norte da África e a Ásia, o Havaí, território estadunidense, com o ataque japonês a Pearl Harbor, foi também palco de disputas territoriais e ataques inimigos.

 
Compreender o que levou à eclosão do conflito implica lembrar as consequências da Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918, culminando com a derrota alemã e a assinatura, entre as potências europeias envolvidas, do Tratado de Versalhes, que, culpando a Alemanha pela guerra, declarou a perda de suas colônias e forçou o desarmamento do país. Diante desse quadro, o país derrotado enfrenta grande crise econômica, agravada pela chamada Crise de 1929. Iniciada nos Estados Unidos da América, que ao fim da Primeira Guerra tinham se estabelecido como a grande economia mundial e financiador da reconstrução da Europa devastada pela guerra, entraram em colapso econômico, levando consigo as economias de países dependentes da sua e agravando as dificuldades econômicas na Europa.

O agravamento da crise econômica aumentou o sentimento de derrota e fracasso entre alemães e alemãs, que viram nos ideais do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, o Partido Nazista, a saída para a situação enfrentada pelo país. A frente do Partido, fundado em 1920, estava Adolf Hitler, que chegou ao poder em 1933, defendendo ideias como a da superioridade do povo alemão, da culpabilização dos judeus pela crise econômica e da perseguição, isolamento e eliminação dos mesmos e de outros grupos como ciganos, homossexuais e deficientes físicos e mentais. Pregava ainda a teoria do espaço vital (Lebensraum), a qual defendia a unificação do povo alemão, então, disperso pela Europa e seria utilizada como justificativa para o expansionismo nazista.

Também na Itália a crise econômica do Período Entreguerras foi aproveitada por um grupo político antiliberal e anticomunista, que via na formação de um Estado forte a solução para os problemas econômicos e sociais. Tal grupo organizou-se como Partido Fascista, liderado por Benito Mussolini, que em 1922 foi nomeado primeiro-ministro pelo rei Vítor Emanuel III. Mussolini, chamado pelos italianos de duce, combateu rivais políticos e defendeu a expansão territorial italiana, culminando na invasão da Etiópia em 1935 e na criação da chamada África Oriental Italiana, anexada à Itália.

Os dois líderes totalitários, Hitler e Mussolini, assinaram em 1936 um tratado de amizade e colaboração entre seus países. Estava formado o Eixo Roma-Berlim, que em 1940 passaria a ser Eixo Roma-Berlim-Tóquio, marcando a aliança do Japão com os dois países europeus, formalizada com a assinatura do Pacto Tripartite, que garantia a proteção dos três países entre si. Estava formado o Eixo, que durante o conflito mundial enfrentaria os Aliados, aliança formada inicialmente por Inglaterra e França que mais tarde contou com a entrada de outros países, como os Estados Unidos, em 1941, após sofrer um ataque japonês na ilha de Pearl Harbor, seu território no Oceano Pacífico; a União Soviética, em 1941, quando a Alemanha de Hitler quebrou o Pacto Germano-Soviético de não agressão assinado dois anos antes; e até mesmo o Brasil, que em 1942 saiu da neutralidade e entrou na Guerra, em 1944 enviou combatentes (Força Expedicionária Brasileira) para combater na Europa.

Mas o que, afinal, levou à eclosão da guerra?
Os nazistas decidiram levar a teoria do espaço vital adiante, promovendo assim o  expansionismo alemão, primeiramente com a anexação da Áustria, em 1938, depois com a tentativa de incorporar a região dos Sudetos, na Tchecoslováquia, pois ali viviam cerca de 3 milhões de falantes da língua alemã. França e Reino Unido acordaram com a Alemanha, na Conferência de Munique, a anexação de apenas 20% do território tcheco, mas Hitler não respeitou acordo, ocupando e em 1939 todo o país. O próximo passo foi a invasão da Polônia na tentativa de recuperar Danzig, cidade perdida pelos alemães na Primeira Guerra. França e Reino Unido exigiram que os alemães voltassem atrás e, diante da negativa de Hitler, declararam guerra à Alemanha em 3 de setembro de 1939. Tinha início o conflito mais destrutivo da história.

A guerra relâmpago
Erich Von Manstein, general alemão, foi o principal responsável pelo desenvolvimento da Blitzkrieg, a guerra relâmpago, uma tática militar que tinha como objetivo destruir o inimigo por sua surpresa, rapidez e brutalidade. Tal técnica foi utilizada nas invasões alemãs da Polônia e da França, que levaram pouco mais de um mês para se consolidar, haja vista a eficiência da na África, Egito Marrocos e Argélia eram conquistados pelos forças Aliadas.

Antissemitismo
Além do expansionismo e das disputas territoriais, a perseguição a grupos étnicos, sobretudo aos judeus e ciganos, foi uma realidade na Segunda Guerra Mundial. Para o nazismo, os judeus eram os grandes culpados pela crise do país passara no Período Entreguerras, devendo, portanto, ser combatidos. Antes da eclosão da guerra, políticas segregacionistas já eram colocadas em prática pelos nazistas, como a obrigatoriedade da identificação pelo uso de uma Estrela de Davi, símbolo religioso do judaísmo; proibição do casamento entre judeus e alemães; demissão de judeus de cargos públicos; criação dos guetos e de campos de concentração; e a mais radical de todas, a chamada solução final, que consistia na eliminação de prisioneiros através do uso de gás tóxico.

Fim da guerra
Os Aliados começaram a derrotar o Eixo em 1942. No Pacífico, Estados Unidos e Austrália derrotaram os japoneses. Em fevereiro de 1943, os nazistas perderam a batalha de Stalingrado, na União Soviética, e foram expulsos da Bulgária, Hungria, Polônia, Tchecoslováquia e Iugoslávia. Na África, Egito Marrocos e Argélia foram conquistados pelos forças Aliadas. Em julho do mesmo ano, Vitor Emanuel III, rei da Itália, destituiu Mussolini do governo e assinou a rendição italiana aos Aliados. No dia 6 de junho de 1944, os Aliados desembarcaram na Normandia, França, na operação que ficou conhecida como “Dia D”. Era o início da libertação francesa e, no fim da agosto, Paris estava livre. Em 2 de maio de 1945, soviéticos e estadunidenses tomaram Berlim, dois dias depois do suicídio de Hitler e do alto-comando do Partido Nazista. Iniciou-se o processo de rendição das tropas nazistas, colocando, assim, fim à guerra na Europa. Só o Japão resistia, mas, em agosto, diante das bombas atômicas jogadas pelos Estados Unidos em Hiroshima e Nagasaki, o imperador Hirohito se rendeu aos Aliados. Chegava ao fim a Segunda Guerra Mundial, deixando cerca de 50 milhões de mortos e 35 milhões de feridos.


Os países vencedores levaram oficiais nazistas a julgamento no Tribunal de Nuremberg, criado para esse fim, sob acusação de crimes contra a humanidade. Outra consequência da guerra foi a criação, em 1945, da Organização das Nações Unidas (ONU), cujo objetivo é mediar conflitos entre países a fim de evitar novas guerras.

Referências:
HOBSBAWN, Eric. Era dos Extremos: O Breve Século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras. 2009.
RODRIGUES, Joelza Esther. Projeto Athos: História, 9º ano. São Paulo: FTD, 2014.

Primeira Guerra Mundial

O final do século XIX e a 1ª década do século XX na Europa, foram marcados por um clima de confiança e otimismo. Os homens da época tinham a sensação de que a Europa teria o domínio definitivo sobre todos os continentes. Porém, por trás dessa aparência de tranqüilidade estavam presentes graves problemas econômicos.

O mundo encontrava-se dividido e submisso às grandes potências européias e aos Estados Unidos. Não existiam mais territórios sem dono e as grandes potências brigavam entre si na tentativa de expandir suas áreas de dominação econômica e política.

A Revolução Industrial trouxe transformações importantes para a economia capitalista: surgiram as máquinas elétricas e os motores a combustão.

As indústrias mais importantes extraiam petróleo, fabricavam aço, máquinas e navios.

A competição capitalista estimulou o crescimento de algumas empresas; porém, levou ao fracasso muitas outras. Empresas mais fracas foram compradas ou faliram, enquanto que as grandes ficaram maiores ainda.

Os chamados monopólios (grandes empresas) passaram a controlar os grandes setores da economia. Tais empresas queriam crescer e enriquecer cada vez mais. Desejavam matérias-primas (minério, algodão, cacau), mão-de-obra barata (para trabalhar nas minas com salários reduzidos e lucros para os patrões) e mercados consumidores.

Para conseguir tudo isso as empresas (monopólios) precisavam investir capital em outros lugares do mundo e criar impérios econômicos (principalmente em países de economia mais frágil) e tudo isso com a ajuda de seus respectivos governos.

Economistas alemães e ingleses do início do século XX chamaram essa nova fase do capitalismo mundial de Imperialismo.

Esse choque de imperialismos acabou deflagrando a Primeira Grande Guerra.

O Imperialismo estava ligado a dois fenômenos:

Investimento de capital no estrangeiro
Domínio econômico de um país sobre o outro
Os países imperialistas colonizaram vastas regiões na África e na Ásia e justificaram as suas ações baseadas no racismo (“raça branca merece dominar as demais”), etnocentrismo (“brancos civilizados levam progresso aos povos primitivos”), darwinismo (“nações mais fortes sobrevivem e mais fracas, não”).

No começo do século XX, a indústria alemã estava ultrapassando a inglesa. Tanto alemães quanto ingleses não queriam competir no mercado e para acabar de vez com a concorrência, seus governos decidiram que uma guerra seria muito bem-vinda.

Porém, era preciso convencer o povo de que não havia outra saída. Para tal “serviço de convencimento”, a imprensa foi fundamental, e cada país usava os jornais para tentar destruir moralmente o outro.

Em 1871, a Alemanha se tornou um país unificado, essa unificação se completou depois que os alemães derrotaram a França na Guerra Franco-Prussiana. Como conseqüência, a França foi obrigada a entregar a região de Alsácia-Lorena, fato que levou os franceses a quererem vingança.

A Europa estava a um passo da guerra e os países disputavam novas colônias. A situação se agravou ainda mais quando o arquiduque Francisco Ferdinando (herdeiro do trono austríaco) visitou Sarajevo. A população de Sarajevo odiava os austríacos e o filho do imperador austríaco resolveu desfilar de carro aberto pela cidade.

Francisco Ferdinando foi assassinado e esse fato é considerado a causa imediata da Primeira Guerra.

Porém, vários outros fatores também contribuíram para o advento da guerra.

A construção da estrada de ferro Berlin-Bagdá: sua construção colocaria à disposição da Alemanha os lençóis petrolíferos do Golfo Pérsico e os mercados orientais, além de ameaçar as rotas de comunicação entre a Inglaterra e seu Império.
Pan-Eslavismo Russo (união de todos os povos eslavos sob a proteção da Rússia): o Pan-Eslavismo servia de justificativa para os interesses imperialistas da Rússia de dominar regiões da Europa Oriental habitadas por outros povos eslavos (poloneses, ucranianos, tchecos, eslovacos, sérvios, búlgaros, croatas...)
Nacionalismo da Sérvia
Conflitos originários da decadência do Império Turco
 A Alemanha e a Itália eram imperialistas, queriam e precisavam de colônias, para isso precisariam tomar as colônias de outros países, já que não havia mais quase locais para serem dominados
Crises no Marrocos: alemães, ingleses e franceses disputavam essa área
Primeira e segunda Guerra Balcânica
Das rivalidades entre essas várias potências, surgiram dois sistemas de alianças. O que unia esses dois blocos era a existência de inimigos comuns:

Tríplice Entente (Inglaterra, França e Rússia)
Tríplice Aliança (Alemanha, Império Austro – Húngaro e Itália)
A primeira guerra dividiu-se em 3 fases:

Guerra de movimento: momentos iniciais do conflito. O jogo de Alianças e as hostilidades arrastaram vários países para o conflito
Guerra de Trincheiras: consistia na construção de trincheiras pelos alemães em solo francês. Nesse momento foram introduzidas novas armas como as metralhadoras e os tanques.
Ofensivas
Em 1915, Japão e Itália entraram na guerra, porém, o primeiro se retirou do conflito após tomar os territórios alemães na China e algumas colônias.

Em 1916, houve duas grandes batalhas envolvendo Franceses, Ingleses e Alemães:

Batalha de Somme (1 milhão de 100 mil mortos) e a Batalha de Verdun (600 mil mortos).

Os EUA vendiam alimentos, combustível, produtos industriais e máquinas para a França e a Inglaterra. Tudo pelo sistema de crediário (“compre agora e pague depois da guerra”).

Com o passar do tempo, a situação ficava pior (destruição, fome, miséria e matanças) e os EUA começaram a temer que a França e a Inglaterra não pagassem pelas mercadorias compradas dos americanos (os dois países deviam aos americanos quase 2 bilhões de dólares).

Com essa mentalidade, os americanos começaram a fazer uma forte campanha a favor da entrada do país na guerra.

Em março de 1917, os alemães afundaram alguns navios americanos que iam comerciar com a Inglaterra e no dia 6 de abril o Congresso americano votava favoravelmente a declaração de guerra à Alemanha.


Em 1917, várias propostas de paz foram lançadas por países e entidades neutras. O presidente dos EUA (Woodrow Wilson), em 1918, levou essas idéias ao Congresso no chamado “Programa dos 14 Pontos”.

Em março do 1918 (após a revolução socialista) o governo russo assinava a paz com a Alemanha e se retirava da guerra. Bulgária, o Império Turco e o Império Austro- Húngaro também seguiam o exemplo russo e se retiraram do conflito.

Enquanto os países se retiravam aos poucos do conflito, o povo alemão se rebelava contra a guerra.

Em 1918, a Alemanha foi transformada em República e o novo governo aceitou o armistício dando por encerrado o conflito.

Em 1919, iniciou-se a Conferência de Paris (no Palácio de Versalhes), onde seriam tomadas as decisões diplomáticas do pós-guerra. Os 27 países “vencedores” participaram da conferência.

O Tratado de Versalhes colocou de lado o “Programa dos 14 Pontos” e os “vencedores” impuseram duras penalidades à Alemanha:

A Alemanha perdeu suas colônias
Ficou proibida de ter forças armadas
Foi considerada culpada pela guerra
Teve que pagar uma indenização aos “vencedores”
Com tudo isso, a Alemanha perdeu muito dinheiro e mergulhou na maior crise econômica de sua história.

Na Alemanha, não havia mais imperador, agora o país era uma república democrática e esse período foi chamado de “República de Weimar” que durou até 1933, quando os nazistas tomaram o poder impondo um regime ditatorial.

Até então, essa foi a pior guerra que o mundo conhecera, foram 9 milhões de mortos e além deles, 6 milhões de soldados voltaram mutilados.

Além dessas, a guerra também trouxe outras sérias consequências.

Famílias destruídas e crianças órfãs
Os EUA tornaram-se o país mais rico do mundo
O império Austro-Húngaro se fragmentou
Surgimento de alguns países (Iugoslávia) e desaparecimento de outros
O império turco após 200 anos de decadência se dividiu
Em 1919, foi criada a Liga das Nações (sediada na Suíça); porém, pouco tempo depois ela fracassou
O desemprego aumentou na Europa
Quatro anos após a Guerra, a Europa já não era mais a mesma. Dentre as principais mudanças estão:

presidentes no lugar de príncipes, automóveis circulando pelas ruas, submarinos nos mares e aviões nos céus
O cinema e o rádio também começaram a se expandir
As mulheres tomaram consciência dos seus direitos e tornaram-se mais livres
Tudo isso caracterizava uma nova fase mundial, era o início de um novo século.

Fonte :Infoescola

Os Celtas

Os Celtas eram os povos de família linguística indo-europeia que se localizavam no Oeste da Europa reunidos em diversas tribos.

A Civilização Celta começou a se formar a partir do segundo milênio antes de Cristo reunindo diversas etnias em tribos que ocupavam grande extensão territorial no Europa. Entre os constituintes mais famosos estavam os bretões, os gauleses, os belgas e os batavos, por exemplo. Não por acaso, esses nomes se tornaram denominações de regiões do Império Romano, que conquistaria enorme território. Os celtas, inclusiceltasve, por exemplo, iniciaram a introdução das técnicas de manuseio do ferro e da metalurgia no continente europeu.

Ao mesmo tempo em que se diz que os Celtas eram compostos de diversas tribos, é importante ressaltar que essas etnias não formavam um grupo coeso. Os vários povos que constituíam a Civilização Celta, como os já citados, seguiram rumos diversos na história do continente europeu. Alguns deles eram rivais entre si, alguns aliados do Império Romano ou isolados dos demais grupos. De toda forma, esses povos foram importantes e organizados o suficiente para gerar uma civilização com heranças históricas e culturais fundamentais para a humanidade. Devido ao vasto território ocupado por esses povos, os celtas estabeleceram contatos comerciais com diferentes civilizações do mundo antigo. Essa abrangência foi tamanha e hoje é assim reconhecida porque pode-se encontrar elementos materiais de origem etrusca e chinesa que datam de séculos antes de Cristo em territórios reconhecidamente ocupados pelos antigos celtas.

Se a Civilização Celta fosse um império coeso e unificado, ela seria um dos maiores impérios conhecidos, pois seus povos constituintes se espalharam por grande parte da Europa e mantiveram relações econômicas com diferentes etnias. Mais tarde, quando os romanos iniciaram uma grande expansão territorial, eles se beneficiaram muito das conquistas, das terras e das técnicas previamente estabelecidas pelos celtas.

Os celtas foram incapazes de combater o Império Romano em expansão por causa de sua tradicional organização. O grande número de povos e tribos, que, em diversas ocasiões, não se relacionavam pacificamente, fragmentava o poder de combate dessa civilização. Sua sociedade era, geralmente, dividida em clãs que reunia famílias dividindo as terras férteis. A sociedade era dividida em nobres, homens livres, servos, artesãos e escravos, reservando grande prestígio e influência ainda para os druidas, denominação que era dada aos sacerdotes.


Culturalmente, a Civilização Celta utilizava a língua céltica derivada dos ramos indo-europeus. Possuíam grande apreço pelas artes, marcadas por uma tendência abstrata. A religião celta contava com muitas divindades, era politeísta, que representava elementos da natureza e da vida animal. Alguns de seus mitos e lendas foram incorporados pelo paganismo romano e também na trajetória de alguns santos cristãos, como São Patrício.

Atualmente, a Civilização Celta é muito cultuada em função de seus diversos mitos que ilustram contos fantásticos retratados em livros e filmes. São riquíssimas as narrativas da mitologia celta e muito populares no Ocidente. Suas lendas influenciaram a cultura de vários países na Europa, com destaque para a corte do Rei Arthur, a espada Excalibur e as lendas de Avalon. O país que possuí maiores vestígios da civilização celta hoje é a Irlanda.


Mitologia Celta 

Os celtas, segundo alguns estudiosos um conjunto de povos, para outros uma raça, estenderam-se por toda a Europa, contribuindo para a constituição de várias outras nações. O núcleo de sua localização foi provavelmente a Alemanha, mas os chamados continentais se disseminaram pela Hungria, Grécia e pela Ásia Menor. Eles nunca formaram um bloco homogêneo, e sim tribos rivais, que nem mesmo cultuavam as mesmas divindades, com exceção de poucas entidades comuns.

Os habitantes das ilhas espalhavam-se pela Grã-Bretanha e Irlanda. É geralmente a eles que a literatura se refere ao mencionar os celtas. Pertencentes à Idade do Ferro, formavam pequenas aldeias comandadas por chefes que também lideravam combates. Não há documentos escritos sobre os celtas continentais, mas seus deuses se tornaram conhecidos através dos romanos, que assimilaram muitos de seus deuses às divindades célticas.

Os povos do Reino Unido e da Irlanda legaram também à posteridade rico complexo mitológico, transformado em obra literária na era medieval. Costuma-se dividir a mitologia celta em três classes, segundo as crenças a elas associadas – a Goidélica, irlandesa e escocesa; a Britânica Insular, galesa e da Cornuália; e Britânica Continental, da Europa Continental.

Pouco se sabe sobre os deuses celtas, muitas vezes nem como eles eram realmente nomeados. Entre eles, os pesquisadores conhecem deusas que regem os fenômenos naturais, como Tailtiu e Macha; Epona, deusa relacionada aos cavalos; Goibiniu, o produtor de cerveja; Tan Hill, equivalente céltico da entidade ligada ao Fogo; Cernunnos, Slough Feg ou Cornífero, versão latinizada, é um dos mais antigos, mas dele se ignora a história. Há também formas diversificadas da mesma divindade, dependendo da região onde ela é venerada.

É crença comum que os celtas adoravam suas divindades apenas ao ar livre, mas comprovou-se recentemente, através de escavações arqueológicas, que eles tinham sim o hábito de edificar templos, e depois da invasão de Roma, passou-se a encontrar edifícios sagrados com características celto-romanas.

No princípio, porém, os celtas realmente se limitavam a adorar seus deuses em altares construídos em bosques. Eles inclusive elegiam determinadas árvores como seres divinos. É notório o destaque concedido pelos celtas a estes elementos da Natureza, que inclusive emprestavam seus nomes sagrados ás tribos célticas e a personagens dos mitos irlandeses – Mac Cuillin, ‘filho de acebo’. Só posteriormente, com a inspiração romana, eles iniciaram a edificação de templos, costume legado aos germânicos, que os sucederam e os superaram nesta arte. Pelas pesquisas já realizadas, conclui-se hoje que os sacrifícios humanos, tão comumente atribuídos a estes povos, eram muito raramente praticados.


Para concluir, não se pode esquecer da importância dos druidas, categoria hereditária de xamãs – sacerdotes ou feiticeiros que detinham o poder da cura -, comum em todas as sociedades indo-européias da Antiguidade. Assim, eram amplamente habilitados ao exercício da magia, dos sacrifícios e das adivinhações. Podem-se encontrar muitos elementos da cultura céltica e dos druidas na obra “As Brumas de Avalon”, de Marion Zimmer Bradley.



Fontes:
http://ppg.revistas.uema.br/index.php/brathair/article/viewFile/593/514
http://www.canalacademico.com.br/revistasunic/index.php/revistaletrasmil/article/viewFile/57/50
http://ppg.revistas.uema.br/index.php/brathair/index