segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Atlas

Atlas, filho do Titã Japeto e da Oceânida Climene, ofereceu o seu auxilio aos Gigantes, na guerra contra Zeus. Como castigo dessa cumplicidade, o senhor do Olimpo, depois da vitória, mudou-o em montanha e condenou-o a.sustentar sobre os ombros a abóbada celeste.

Segundo outra fábula, Atlas proprietário do jardim das Hespérides, advertido por um oráculo de desconfiar de um filho de Júpiter, negou a hospitalidade a Perseu, que lhe mostrou a cabeça de Medusa e o transformou em montanha.

Representam-no como um gigante, em pé no meio das águas, suportando a esfera celeste e gemendo sob o seu peso.

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Hércules um dia substituiu-o, e Atlas repousou; mas há muito tempo Hércules deixou este mundo, e Atlas, com o dorso curvado, continua a sofrer seculares fadigas sob o peso do céu.

Sobre a sua cabeça, ele percebe às vezes as Atlântidas, suas filhas, que sob o nome de Plêiades, se agruparam e brilham entre as estrelas. 

A seus pés, ao lado da Mauritânia, percebia também as Hespérides, Egle, Aretusa e Hiperetusa, três filhas que lhe deu Hésperis ou a Noite, sua mulher, filha de Hésperus (Vésper).

 Essas três irmãs tinham no seu jardim as macieiras de frutos de ouro, árvores famosas, colocadas sob a guarda de um dragão de cem cabeças.

Essas maçãs de ouro, sobre as quais o terrível dragão tinha incessantemente os olhos abertos, possuíam uma virtude surpreendedora. Foi com uma delas que a Discórdia inimistou as três deusas, Juno, Vênus e Minerva, foi com o mesmo fruto que Hipômene venceu na corrida a invencível Atalante e obteve a sua mão em recompensa da vitória.

A fim de retardar Atalante, o astuto Hipômene atirava-lhe de distância em distância uma das maçãs de ouro, que ela se detinha a apanhar.

As Hespérides tinham a voz encantadora e o dom de se ocultar aos olhos por metamorfoses súbitas. Hércules, durante as suas façanhas, colheu as maçãs de ouro, e matou o dragão do jardim maravilhoso.

A Mitologia que consagrou e deificou as montanhas, devia também reservar um culto aos vulcões, e particularmente ao Etna.

Não somente essa célebre montanha da Sicilia passava por encerrar as forjas de Vulcano e a oficina dos Ciclopes, mas, persuadidos de que estava em comunicação com as divindades infernais, os povos antigos pressagiavam o futuro pelas suas erupções. Jogavam na cratera objetos de ouro ou de prata e mesmo vítimas: se o fogo os devorasse, o presságio era feliz; e ao contrário, era funesto se a lava os rejeitasse.

Epimeteu(Google)


A história mais explicada

Atlas, o titã que sustenta o mundo nos ombros


Na mitologia grega Atlas era irmão de Epimeteu, Prometeu e Menoécio e filho de Jápeto, que por sua vez era filho de Urano e Gaia. Essa figura mitológica também era chamada de Atlante e fazia parte do grupo de titãs que foram condenados por Zeus. Atlas tinha que sustentar o mundo nos ombros por toda a eternidade.

Atlas era um titã e fazia parte de uma geração de seres desproporcionais e monstruosos que representavam as forças da natureza. Essas forças foram as que agiram preparando a terra para chegada da vida humana.

Ele era casado com a oceânide Pleione e teve com ela sete filhas, conhecidas na mitologia grega como Plêiades. Atlas também era pai de sete ninfas, denominadas Hespérides, que representam a força da fertilidade da natureza.


Embora já tenha sido associado com diversos locais e monumentos da natureza, Atlas é mais comumente identificado com a Cordilheira do Atlas, localizada na África.

Titãs ( Google)


A história de Atlas na mitologia grega

Na mitologia grega Atlas se juntou aos outros Titãs, quer eram forças da desordem e também do caos, com a finalidade de conseguir o poder supremo do mundo. A ideia era atacar o Olimpo, travando um combate com Zeus e todos os seus defensores que, por sua vez, eram forças do cosmo e da Ordem.

Ele participou ativamente da batalha que ficou conhecida como Titanomaquia. O que aconteceu foi que nessa batalha, o triunfo foi de Zeus e dos deuses do Olimpo. Como punição aos perdedores Zeus enviou todos os Titãs para o Tártaro, com exceção de Atlas, para o qual preparou um castigo especial.

Nesse castigo Zeus determinou que os derrotados seriam eternos escravos dos sentidos e da matéria, tornando-se a antítese da espiritualização. Para Atlas então, ficou o castigo de ter que sustentar o céu para sempre em seus ombros. Desde então, seu nome passou a significar “sofredor” ou “portador”.


Quando Atlas já se conformava com seu eterno castigo, uma coisa inesperada aconteceu e ele finalmente foi libertado, como contaremos logo abaixo.

Após se libertar da pena, Atlas passou a habitar o reino das Hespérides que são as ninfas do poente. Era no país das ninfas do poente que eram plantadas as maçãs de ouro, também conhecidas como os pomos de ouro. Esses frutos foram o presente de matrimônio ofertado pela Terra para Zeus e Hera.
Eles tinham o poder de conferir imortalidade para quem os comesse e deveriam ser muito bem guardados. Desta maneira foram deixados sob a vigilância de um dragão de cem cabeças, Ladão, e também das ninfas.

A liberdade de Atlas

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Hércules, como um de seus doze trabalhos, deveria colher algumas maçãs de ouro do pomar e entregá-las a Euristeu. Entretanto, ele sabia que essa tarefa era quase impossível, mesmo para ele no posto de semi-deus. Tomou, então, conhecimento de que Atlas conseguira colhê-las impunemente.
Foi então que Hércules fez a proposta de segurar o céu enquanto Atlas colheria as maçãs, esperando até que a entrega fosse feita diretamente para Euristeu. No entanto, Hércules enganou Atlas pedindo que ele voltasse a segurar o céu para que ele pudesse guardar as maçãs e, enquanto isso, fugiu.
Segundo uma das versões que existem, depois que Atlas foi enganado, criaram-se os pilares de Hércules, libertando-o do fardo de sustentar o céu. Sendo assim, Atlas se tornou o guardião desses pilares que passaram a ser os responsáveis por essa sustentação.
Sobre esses pilares, que serviam de passagem para Atlântida, também foi colocado o Estreito de Gibraltar. Justamente por isso que as cordilheiras norte-africanas receberam o nome de Cordilheiras de Atlas.
Posteriormente tornou-se o primeiro dos reis de Atlântida. Outro fato importante é que ele nomeou o oceano Atlântico por ser o senhor das águas e do Mar Mediterrâneo.

Curiosidades sobre Atlas


Por ter sustentado o peso do céu em suas costas e ombros, a 1 vértebra da coluna cervical é denominada Atlas como uma referência ao peso enorme que essa figura mitológica foi obrigada a suportar.

Atlas também passou a representar a coleção que possui os mapas da Terra graças ao seu conhecimento de cartografia e dos caminhos das terras distantes.

Além disso, em uma interpretação moderna, a história de Atlas representa nada menos do que o peso que os humanos carregam em seus ombros. Nessa interpretação ainda podemos entender que embora o peso pareça demasiado, o que está sobre Atlas (a 1ª vertebra da coluna cervical) é a cabeça, ou seja, a mente, que é capaz de lidar com esse fardo.




Fonte: Mitologiaonline/ Mitologiagrega

Martinho Lutero

    Lutero: início da Reforma Protestante

Biografia resumida de Martinho Lutero, 95 teses, Reforma Protestante, religião luterana, protestantismo, luteranismo, frases.


Quem foi ?

Precursor da Reforma Protestante na Europa, Lutero nasceu na Alemanha no ano de 1483 e fez parte da ordem agostiniana. Em 1507, ele foi ordenado padre, mas devido as suas ideias que eram contrárias as pregadas pela igreja católica, ele foi excomungado.



Ideias e doutrina  

Sua doutrina, salvação pela fé, foi considerada desafiadora pelo clero católico, pois abordava assuntos considerados até então pertencentes somente ao papado. Contudo, esta foi plenamente espalhada, e suas inúmeras formas de divulgação não caíram no esquecimento, ao contrário, suas ideias foram levadas adiante e a partir do século XVI, foram criadas as primeiras igrejas luteranas.  

Apesar do resultado, inicialmente o reformador não teve a pretensão de dividir o povo cristão, mas devido à proporção que suas 95 teses adquiriram, este fato foi inevitável. Para que todos tivessem acesso às escrituras que, até então, encontravam-se somente em latim, ele traduziu a Bíblia para o idioma alemão, permitindo a todos um conhecimento que durante muito tempo foi guardado somente pela igreja. 

Com um número maior de leitores do livro sagrado, a quantidade de protestantes aumentou consideravelmente e entre eles, encontravam-se muitos radicais. Precisou ser protegido durante 25 anos. Para sua proteção, ele contava com o apoio do Sábio Frederico, da Saxônia. 

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Foi responsável pela organização de muitas comunidades evangélicas e, durante este período, percebeu que seus ensinamentos conduziam a divisão. Casou-se com a monja Katharina Von Bora, no ano de 1525, e com ela teve seis filhos. 

Em 1542, sua filha Leninha, de apenas 13 anos, faleceu. O fato causou muito sofrimento em Lutero e sua família.
Lutero faleceu em 18 de fevereiro de 1546, na cidade de Eisleben (região central da Alemanha).



O antissemitismo em Lutero 

Martinho Lutero tinha a expectativa de que os judeus se convertessem ao cristianismo. Como isso não aconteceu, assumiu, nos últimos anos de sua vida, uma forte posição antijudaica. Em seu livro "Sobre os judeus e suas mentiras", de 1543, o reformador alemão defendeu o combate ao judaísmo. 
Sugeriu a perseguição aos judeus, a destruição de suas casas e sinagogas, além do confisco de seus bens.  Alguns historiadores afirmam que muitas das posições antissemitas de Lutero foram resgatadas pelos nazistas alemães na época do Holocausto.

 
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Frases: 

- Os sinos tocam de modo muito diferente do normal quando morre um amigo".

- "Nós somos mendigos: essa é a verdade".

- "Uma mentira é igual a uma bola de neve; quanto mais roda, maior se torna".



MARTINHO LUTERO
Temas Relacionados
• João Calvino
• Reforma Protestante e Contrarreforma


Bibliografia Indicada


As marcas do Cristo - Lutero, o reformador
Autor: Miranda, Hermínio C.
Editora: FEB

Lutero e o culto Cristão
Autor: Buss, Paulo Wille
Editora: Concórdia

Lutero e a Educação
Autor: Jardilino, José Rubens L.
Editora: Autêntica


Fonte : Suapesquisa/Todamateria/Infoescola

Nicolau Maquiavel

Niccolò di Bernardo dei Machiavelli, mais conhecido no Brasil como Nicolau Maquiavel, foi um filósofo que viveu e produziu entre os séculos XV e XVI, na região de Florença.
 Dedicou-se a explicação e compreensão do estado, politica e homens de estado como estes são na realidade, em oposição àqueles autores que formularam teorias acerca de como deveria ser o estado ou o governante ideal.
Para além de descrever o estado de sua época, Maquiavel também apresentou estratégias e métodos sobre como os homens de estado deveriam comportar-se para tirar maior proveito da realidade, mantendo e expandindo o poder.


Nicolau Maquiavel. Pintura de Santi di Tito, séc. XVI.


Maquiavel é visto como um proponente do que viria a ser o cientista empirista moderno, defendendo que expandir a partir da experiência e fatos históricos é o melhor método de se desenvolver uma filosofia consistente, especialmente em política, e que a teorização a partir da imaginação é inútil. Com esta aproximação, Maquiavel foi capaz de afastar a politica da teologia e da filosofia moral, desenvolvendo-a como uma disciplina em si mesma. Assim, contribuiu para a compreensão de como os governantes de fato agem e mesmo para a antecipação de seu comportamento.
Defendeu o estudo da fundação de uma nação e a compreensão de seus elementos originais como essencial para a antecipação do futuro.


Grande dificuldade foi encontrada por autores posteriores ao tentar estabelecer a moral de Maquiavel.
 Devido a sua posição realista acerca da natureza e forma de manutenção do estado e suas instituições, especialmente sua descrição de como a desonestidade e a morte de inocentes pode ser útil aos políticos, em sua obra mais famosa, O Príncipe.


 Maquiavel foi criticado e repudiado veementemente por diversos estudiosos políticos e, especialmente, teóricos da moral, o que contribui para a associação de seu nome a uma característica inescrupulosa, com a criação do adjetivo "maquiavélico".

Por outro lado, autores como Baruch Spinoza, Jean-Jacques Rousseau e Denis Diderot defenderam que Maquiavel era na verdade um republicano e que suas ideias foram extremamente úteis para a compreensão do estado, inspirando o Iluminismo e consequentemente o desenvolvimento da filosofia politica democrática moderna.
O autor italiano Benedetto Croce defendeu Maquiavel afirmando que sua posição era a aceitação de que, na realidade, as regras morais afetam muito pouco a ação e decisões dos políticos. A interpretação aceita atualmente é a de que Maquiavel se coloca como um cientista politico, procurando distinguir os fatos da vida politica dos valores do julgamento moral.


Encontramos em Maquiavel uma critica ao aristotelianismo teológico, aceito pela igreja, e a relação da igreja com o estado, que levaria muitas decisões práticas a serem tomadas com base em ideais imaginários.
 O aristotelianismo teológico foi a mais sofisticada forma de justificação do cristianismo e, na visão de Maquiavel, teve como efeito justificar a preguiça e inação das pessoas frente aos desafios da vida e da sociedade, ao esperar pela providência divina para solucionar tais desafios. Este posicionamento, de recusa da sorte e destino baseados em algo externo a vida humana, classificou Maquiavel como um humanista.
 Enquanto encontramos em filósofos como Platão a descrição da politica, tornando-o mais próximo de Maquiavel do que Aristóteles, tais filósofos sempre tiveram uma inclinação para posicionar a filosofia acima da politica, enquanto Maquiavel recusava qualquer ideia teleológica, aquelas que postulam causas finais ideais.

Embora seguidores de Maquiavel tenham preferido métodos mais pacíficos e baseados na economia para promover o desenvolvimento, é aceito que a posição de aceitação de riscos, ousadia, ambição e inovação que Maquiavel sugere aos lideres políticos ajudou a fundar novos modos de se fazer politica e negócios.

Referências bibliográficas:
Barbuto, Marcelo (2005), "Questa oblivione delle cose. Reflexiones sobre la cosmología de Maquiavelo (1469-1527)," Revista Daimon, 34, Universidad de Murcia.

BATH, S. Maquiavelismo: a prática política segundo Nicolau Maquiavel (São Paulo: Editora Ática). 1992.


Machiavelli, N. O Príncipe, a natureza do poder e as formas de conservá-lo. Tradução: Candida de Sampaio Bastos. Edição com comentários de Napolão Bonaparte e Rainha Cistina da Suécia. São Paulo. DLP. 2009


TENENTI, Alberto (1973). Florença na época dos Médici. Da cidade ao Estado. (São Paulo: Perspectiva). ISBN.



Fonte : Infoescola/ TodaMateria

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Átila, o huno

"Flagelo de Deus" era um título para poucos.

Átila foi um importante conquistador do século 5, famoso pelos ataques que comandou contra o Império Romano. Ele era chefe dos hunos, um povo nômade de origem mongólica. “Átila parece ter sido um comandante astuto e de grande habilidade. Sob sua liderança, os hunos dominaram e aterrorizaram vastas áreas da Europa e da Ásia”, afirma o historiador inglês John Warry.

Além de habilidosos como guerreiros e de contarem com uma forte liderança, os hunos tinham outra importante vantagem militar: um grande número de soldados, o que era garantido pelas populações que subjugavam, obrigando-as a fornecer homens para o exército conquistador. Átila parecia ter um apetite insaciável por ouro: se recebesse uma boa quantidade do precioso mineral, era capaz de interromper ofensivas e poupar cidades da destruição. Mas há poucas informações confiáveis sobre sua vida, cercada de lendas, e não se sabe ao certo nem onde nem quando ele nasceu.


O que parece certo é que, por volta do ano 434, Átila herdou a liderança de várias tribos desorganizadas e enfraquecidas por disputas internas, conseguindo unificá-las. Ele governou os hunos ao lado do irmão mais velho, Bleda, até assassiná-lo por volta de 445, quando se tornou chefe único de seu povo. Nos oito anos seguintes, Átila liderou seguidas ofensivas na Europa, deixando em pânico o Império Romano do Ocidente.



Apesar de ter ficado conhecido como um soberano violento, ele provavelmente não era tão impiedoso como indica a fama que ganhou de seus inimigos. No ano 453, quando preparava um ataque contra o Império Romano do Oriente, Átila morreu, ao que tudo indica de causas naturais. Ele teria então entre 50 e 60 anos. Com a perda do grande líder, a força dos hunos nunca mais foi a mesma.
Cavaleiro temido
Partindo da Ásia, ele comandou um povo nômade numa devastadora invasão da Europa

1 – Os hunos são originários provavelmente da Ásia Central. Eles usavam os cavalos com maestria nas batalhas e sabiam tirar proveito de sua enorme habilidade com o arco e flecha. Em fins do século 4, iniciaram uma longa marcha em direção ao oeste. Em seu avanço, forçaram povos bárbaros a fugir e invadir territórios controlados pelo Império Romano

2 – Átila passou a comandar os hunos no ano 434, quando já haviam ocorrido choques com os romanos. Ele negociou a paz com o Império, que passaria a pagar 300 quilos de ouro anuais aos hunos. Como o acordo parece não ter sido cumprido, Átila iniciou um grande ataque, destruindo cidades importantes na região do rio Danúbio, como Serdica (hoje Sófia, capital da Bulgária)

3 – Por volta de 447, quando devastava a região entre os mares Negro e Mediterrâneo, Átila foi informado das riquezas de Constantinopla (atual Istambul, na Turquia). Decidiu então conquistar a cidade, que só escapou da destruição por ser protegida por grandes muralhas

4 – De volta à marcha rumo ao oeste, Átila invadiu a Gália em 451. Um de seus objetivos com essa campanha teria sido conquistar o direito de se casar com Honória, irmã de Valentiniano III, que governava o Império Romano do Ocidente. Se o casamento tivesse sido realizado, Átila poderia reinvindicar como dote a posse de metade do Império

5 – As ambições de Átila, porém, foram frustradas por uma aliança militar entre os romanos e os visigodos, um povo bárbaro de origem germânica. No mesmo ano 451, os hunos foram derrotados pelos aliados na Batalha de Chalons, na região nordeste da França atual. Átila teve que desistir do casamento e se retirou da Gália

6 – A derrota fez com que os hunos mudassem os planos e invadissem a Itália em 452, aproveitando a fragilidade do semimorto Império Romano. Há o mito de que Átila só não saqueou Roma por causa de um pedido do papa Leão I. O mais provável, porém, é que a falta de suprimentos e as epidemias da região tenham incentivado a retirada dos hunos. Um ano depois, Átila morreria



Fonte :Superinteressante/ Wikipedia/Google




Benjamin Constant

Benjamin Constant (1833-1891) foi militar e político brasileiro. Foi o idealizador da expressão "Ordem e Progresso" da Bandeira brasileira, inspirado no ideal positivista do francês Augusto Comte, que pregava "O amor por princípio, a ordem por base e o progresso por fim". Teve importante papel no processo da Proclamação da República. Por proposta do positivista Demétrio Ribeiro, Benjamin recebeu o título de "Fundador da República Brasileira". Foi professor, doutor em matemática, e ciências físicas. Como militar, galgou vários postos, chegando a General de Brigada. Foi professor e depois diretor do Instituto dos Meninos Cegos, do Rio de Janeiro, durante 20 anos. Em sua homenagem, desde 1891 foi denominado "Instituto Benjamin Constant".

Benjamin Constant (1833-1891) nasceu no dia 18 de outubro, em São Lourenço, Niterói, Rio de Janeiro. Filho do português Leopoldo Henrique Botelho de Magalhães, primeiro-tenente em Portugal, e Bernardina Joaquina da Silva Guimarães. Vieram para o Brasil, onde instalaram uma escola e depois uma padaria, sem sucesso.

Convidado pelo Barão de Lage foi administrar uma fazenda em Minas Gerais, mediante a divisão dos lucros. Foram os melhores dias, como descreve Benjamin nos versos "Saudades da Infância". No dia 15 de outubro de 1849 Leopoldo falece, deixando a viúva e cinco filhos. Em 28 de fevereiro de 1852, Benjamin ingressa na Escola Militar, mas seu interesse era estudar matemática. Em 1854 iniciou sua carreira de professor de matemática na Escola Militar.

Em maio de 1855 foi promovido a alferes. Em 1859 matriculou-se na Escola Central de química, mineralogia e geologia. Foi promovido a primeiro-tenente e bacharelou-se em ciências físicas e matemática. Em 1858 terminou o curso de engenharia militar. Em 1959 foi o convidado do Governo para examinador de matemática dos candidatos aos cursos superiores do Império, função que exerceu até 1876. Em 1861 entrou para o observatório Astronômico do Rio de Janeiro, enquanto ensinava matemática no Colégio Pedro II. Em agosto de 1862 foi nomeado professor de matemática do Instituto dos Meninos Cegos.

Benjamin Constante casou-se em 16 de abril de 1865. Teve quatro filhas e um filho. Foi promovido a capitão em 22 de janeiro de 1866 e no dia 22 de agosto recebeu ordens para integrar as operações do Exército na Guerra do Paraguai. Foi atacado pela malária, teve licença e depois de seis meses pediu dispensa do Exército, que não foi aceita, decidido a dedicar-se exclusivamente ao magistério. Voltou então para o Instituto dos Meninos Cegos, agora na função de diretor.

Em 1887 fundou o Clube Militar, importante centro de propaganda republicana, da qual era presidente. No dia 9 de novembro de 1889 presidiu a sessão que decidiu pela queda da Monarquia. Proclamada a República, assume a Pasta de Ministro da Guerra do Governo Provisório e em 1890 assume o posto de General-de-brigada. Por discordar das ideias do presidente Deodoro da Fonseca, foi afastado do cargo e para ele foi criada a pasta da Instrução Pública, Correios e Telégrafos.

Benjamin Constant Botelho de Magalhães faleceu no dia 18 de janeiro de 1891, em Jurujuba, Niterói, vítima de várias complicações decorrentes da malária.



Fonte : Ebiografia/Wikipedia/Museu Maçonico/O pensador

Otão I, o Grande

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Imperador alemão, nascido em 912 e falecido em 973, filho de Henrique I da Saxónia, foi coroado rei da Alemanha em 936. 
A sua principal ação foi submeter os duques alemães dele dependentes à condição de vassalos, impondo-se-lhes pelas armas em Andernach, em 939, reprimindo as suas revoltas e concedendo alguns ducados a membros da sua família ou a vassalos. 

No Sínodo de Ingelheim, realizado em 948, arbitrou a disputa do trono de França, apadrinhando o carolíngio Luís IV d'Além-mar. Lançado na conquista de Itália, foi coroado Rei de Itália em Pavia, em 951. 

Repeliu as ameaças dos Húngaros e dos Eslavos, derrotando-os em 955, respetivamente no Lechfeld e nas margens do Recknitz. De volta a Itália, foi coroado imperador em S. Pedro de Roma, pelo Papa João XII, a 2 de fevereiro de 962, fundando assim o Sacro Império Romano-Germânico (962-973).

 O reconhecimento do título imperial pelos soberanos de Constantinopla só ocorreu em 972, ao casar o seu filho e sucessor, Otão II, com a princesa bizantina Teofânia, filha de Nicéforo Focas. Usando habitualmente o título de Imperator Augustus , retomou a política carolíngia de Carlos Magno e de Luís, o Piedoso, nas relações com o Papa, protegendo-o e garantindo-lhe o poder temporal em S. Pedro, mas também interferindo na eleição de novos Papas e na deposição dos que lhe desagradavam.



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Grande (Otto I), também Oto I (Wallhausen, 23 de novembro de 912 ? Memleben, 7 de maio de 973), filho de Henrique I, o Passarinheiro Heinrich I.), rei dos Germanos, e Matilde de Ringelheim, foi duque da Saxónia.
 Com a morte do pai foi coroado rei dos Germanos em Aquisgrana (Aix-La-Chapelle, em francês, ou Aachen, em alemão), em 936, segundo a tradição carolíngia. Em 955, em Lechefeld na Alemanha, Oto I comandou os exércitos germânicos que derrotaram completamente os húngaros, povo de origem eurasiana (semi-nômade), que vinha espalhando terror na Europa ocidental. Foi, provavelmente, o primeiro Sacro Imperador Romano coroado pelo Papa João XII em 962 (embora Carlos Magno tenha sido coroado imperador em 800, o seu império desagregou-se devido às disputas entre os seus descendentes pela sucessão, e depois do assassínio de Berengar de Friuli em 924, o trono imperial permaneceu vazio durante quase quarenta anos).
Oto sucedeu a seu pai como rei dos Alemães em 936. No seu banquete de coroação, Oto fez com que os outros quatro duques do império (os duques da Francônia, Suábia, Baviera e Lorena) o servissem como seus atendentes pessoais, seguindo a tradição carolíngea. Assim, do começo de seu reinado, ele indicou que ele era o sucessor de Carlos Magno, cujos últimos herdeiros na França Oriental morreram em 911, e que ele possuía o apoio da igreja alemã, com seus poderosos bispos e abades. Oto pretendia dominar a igreja e usá-la como uma instituição unificadora nas terras alemãs para estabelecer um poder imperial teocrático. A igreja oferecia bens, poder militar e seu monopólio da educação. O imperador oferecia poder e proteção contra os nobres.
Em 938, um rico veio de prata foi descoberto em Rammelsberg na Saxônia. A riqueza mineral ajudou a fundar as atividades de Oto durante seu reinado.
O início do reinado de Oto I foi marcado por uma série de revoltas ducais. Em 938, Everardo, o novo duque da Baviera, recusou-se a reconhecer Oto. Após Oto depô-lo em favor de seu tio Bertoldo, Eberhard da Francônia iniciou uma revolta, com o auxílio da nobreza saxã, que tentou substituir Oto por seu meio-irmão mais velho Thankmar (filho da primeira esposa de Henrique, Hatheburg). Embora Oto tenha vencido e matado Thankmar, a revolta continuou no ano seguinte, quando Gilbert, duque de Lorena, jurou fidelidade ao rei Luís IV da França. Nesse interim, o irmão mais novo de Oto, Henrique, conspirou com Frederico, Arcebispo de Mainz, para assassiná-lo. 
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A rebelião terminou em 939 com a vitória de Otona Batalha de Andernach, onde pereceram os duques da Francônia e Lorena. Henrique fugiu para a França, e Oto respondeu dando apoio a Hugh o grande na sua campanha contra o trono francês. Mas em 941 Oto e Henrique se reconciliaram através dos esforços de sua mãe. No ano seguinte Oto saiu da França após Luís reconhecer sua suserania sobre o Ducado da Lorena.
Para evitar mais revoltas, Oto arranjou que todos os ducados importantes no Reino Alemão pertencessem a membros próximos de sua família. Ele manteve o ducado que se tornou vacante da Francônia como seu feudo particular e deu a Conrado o Vermelho o ducado de Lorena. Conrado posteriormente casou-se com sua filha Luitgard. Nesse interim, Oto arranjou que seu filho Liutdolf casasse com Ida, a filha do duque Herman da Suábia e herdasse este ducado quando Herman morresse em 947. Um arranjo similar levou Henrique a tornar-se duque da Baviera em 949.

Fonte: Infopédia/Meionorte

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Guerras Púnicas

O que foram?

As Guerras Púnicas foram uma série de três conflitos militares entre Roma e Cartago (cidade-estado fenícia do norte da África), que ocorreram entre os anos de 264 a.C a 146 a.C.
Cartago detinha o monopólio comercial marítimo, enquanto Roma almejava o expansionismo. Ambas lutaram pelo domínio da região do Mar Mediterrâneo.

Ganharam este nome, pois os romanos chamavam os cartagineses de púnicos (punici). 

Causas

- Anexação da Magna Grécia pela República Romana.
- Conflito de interesses entre os cartagineses e romanos, originado da expansão territorial da República Romana na região do Mar Mediterrâneo. Antes das guerras, Cartago dominava o comércio marítimo no Mediterrâneo.
 - Política expansionista romana que objetivava dominar toda a região do Mediterrâneo e controlar o comércio marítimo. 

As três guerras púnicas


1ª – Primeira Guerra Púnica – ocorreu entre os anos de 264 a.C e 241 a.C. No início foram batalhas terrestres no Norte da África e ilha da Sicília. Na segunda etapa, caracterizou-se por conflitos navais. Roma, vislumbrando a possibilidade de conquistar a ilha e expandir seu território, expulsa os cartagineses que lá viviam. Roma saiu vitoriosa, conquistando a Sicília, Sardenha e Córsega.

 2ª – Segunda Guerra Púnica – ocorreu entre os anos de 218 a.C a 201 a.C. É a mais conhecida da História em função da estratégia do líder militar cartaginês Aníbal. Cruzando os Alpes, Aníbal comandou o exército cartaginês com grande quantidade de soldados e elefantes. Embora tivessem obtido sucesso em várias batalhas iniciais, Cartago saiu derrotada quando Roma resolveu atacar o território cartaginês, forçando Aníbal a retornar para proteger sua terra. Foi durante a Segunda Guerra Púnica que os romanos conquistaram a Península Ibérica.

 3ª – Terceira Guerra Púnica- Delenga Carthago
 - ocorreu entre os anos de 149 a.C e 146 a.C. A última etapa das guerras decretou a vitória romana sobre os cartagineses. Cartago foi totalmente destruída por Roma, que conquistou o domínio sobre o Mar Mediterrâneo, fato de grande importância para a formação do futuro Império Romano. 

Consequências


- Fim do domínio cartaginês no Mar Mediterrâneo.
- Domínio de Roma no Mar Mediterrâneo, assim como o controle sobre o comércio marítimo na região. mare nostrum
- Aumento do poder político e econômico de Roma na Europa e norte da África.
- Impulso para novas conquistas territoriais romanas e formação do que seria o Império Romano.

Curiosidade

- Enquanto os romanos chamaram os conflitos de “Guerras Púnicas”, os cartagineses chamaram de “Guerras Romanas”.


Fonte: TodaMatéria/Suapesquisa